segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Diagnóstico pungente e angustiante

Citação sic:
“Sabe o que eu receio? Sou português, gosto de viver aqui e tenho a expectativa de viver mais 40 anos. Gostava de viver mais 40 anos. E gostava de viver aqui esses últimos 40 anos da minha vida. Mais: gostava de envelhecer com as minhas filhas ao meu lado. E a sensação que eu tenho, é que por este caminho, facilmente os jovens vão perceber que não têm lugar em Portugal. Porquê? Porque hão-de ser sugados nos seus impostos para pagar um activo que vão ver que não vale a pena. Aquilo que pode acontecer a Portugal é o que aconteceu a muitas aldeias portuguesas, onde hoje o mais jovem pode ter 65 anos ou mais. E eu não gostava de morrer assim: só. Gostava de morrer com as minhas filhas.”
João Duque, professor no ISEG, debate no programa Plano Inclinado na SIC Noticias, aos 46:53 minutos

Citação sic:
“A historieta é muito rápida. Tive uma tia-avó que faleceu em 1980 e ela era salazarista.. E eu ás vezes perguntava-lhe assim com essa desfaçatez que um moço de 14 ou 15 anos tem. E ela dizia: sabes é que, na fase final da I República pagavam a pensão- o marido tinha morrido com uma doença de febre amarela, e tinha direito a uma pensão de que vivia- e pagavam quando havia dinheiro. E depois de Salazar vir para as Finanças, passaram a pagar-lhe a horas. Quer dizer, fez-se um salazarista por causa de falhas de pagamento. Isto é verdadeiro!”
Medina Carreira, advogado, debate no programa Plano Inclinado na SIC Noticias, aos 48.43 minutos

Citação sic:
“Um pormenor mais: isto durou mais ou menos uma hora, segundo os seus cálculos [de Medina Carreira] estamos a dever mais €2,5 milhões.”
Mário Crespo, final do programa


domingo, 18 de Outubro de 2009

As caras do poder

Em todos os paises, com mais ou menos importância, existem grupos que têm o poder de governar. Normalmente são abstractos, sem cara, para o cidadão comum, mas eles existem e são materiais. Eis as caras que considero que detêm o poder no país:

- Sociedades de advogados,
- Forças Armadas,
- Forças de Segurança (policias),
- Magistratura,
- Juizes,
- Sistema financeiro (bancos, seguradoras),
- Politicos,
- Grupos económicos (energia, recursos hidricos, distribuição, agro-alimentar, matérias-primas).

A interacção promíscua entre todas estas entidades é que permite que uma minoria de individuos domine a maioria que para eles trabalha e sustenta.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Pessimismo?

Nos últimos dias, derivado dos acontecimentos quotidianos, concluí que a Humanidade atravessa uma encruzilhada, na qual não se sabe qual a direcção que vai tomar. Perante a crise económica grave, o espectro de uma pandemia de proporções dantescas, o horizonte sombrio de uma degradação ambiental apocalíptica, e a constatação nacional de um futuro catastrófico, talvez tenha chegado o momento de me preparar para a naturalidade das leis universais.
Espero sinceramente que o futuro do país (e do mundo) não descambe numa sul-americanização ou numa balcanização da sociedade, um cenário que nem mesmo Dante conseguiria descrever fielmente…

Muitos consideram esta reflexão pessimista.

Mas se:
- a ingovernabilidade resulta da exclusiva defesa dos interesses pessoais e/ou partidários e/ou elitistas de quem está no poder e um maioria absoluta conduz a derivas autoritárias ditatoriais, como se pode ser politicamente optimista?
- os dados estatiticos do estado do planeta não mentem com aumento contínuo da população mundial e consequente aumento dos recursos naturais versus poluição, usando matemática de merceeiro, e sabendo que os recursos naturais são finitos, como se pode ser ambientalemnete optimista?

Então afirma-se: é tempo de encontrar soluções. Mas estas já existem há muito tempo e são tão simples que até é ininteligivel como não são aplicadas: honestidade, solidariedade, caridade, humildade, compaixão, sobriedade, assertividade, simplicidade, fraternidade, respeito, coerência, empatia...
Talvez a condição humana seja uma couraça demasiado forte para permitir que as soluções sejam implementadas...

domingo, 16 de Agosto de 2009

Passividade

Na minha deambulação metafísica, por vezes surge a falta de esperança, o cepticismo, sobre a possibilidade de qualquer mudança na Humanidade. O culto individualista e egocêntrico na espécie humana é visceral, límbico, de modo que parece que jamais será eliminado. Assim, a injustiça, a opressão, a repressão, a ausência de liberdade, serão comportamentos que persistirão no tempo. Contudo, numa manhã de domingo fresca do mês de Agosto, nessa deambulação, liguei a TV na RTP1 e estava a transmitir uma homilia proferida na Igreja de Santa Beatriz da Silva, em Marvila, Lisboa, por um sacerdote que era apresentador de programas na televisão (do qual não me recordo o nome). O que me despertou a atenção foi o discurso invulgar no seio da hierarquia da Igreja Católica, que infelizmente tem sido muito pouco interventiva com a sua doutrina social. O sacerdote mostrava a sua indignação pela passividade dos cristãos perante a injustiça e a falta de liberdade e apontava vários interlocutores que contribuíam para essa passividade, entre os quais a comunicação social. Em relação a esta afirmava que o seu contributo passava pela “programação que alheava e anestesiava os espectadores, com o objectivo de vender muito” ou “pelos que mandam, que controlando esses meios os impedem de mostrar o mundo real”. Mostrou indignação pela indiferença perante “a mentira, a aldrabice” que inunda a vida quotidiana dos cidadãos e alertou que a comunhão eucarística era um contrato assinado que obrigava o cristão a aplicar no seu quotidiano a luta pelos valores humanos.
Este discurso aplica-se não só aos cristãos mas a todos os cidadãos que professem ou não uma fé religiosa; é mais fácil e menos sofredor ignorar a injustiça desde que ela não esteja no nosso lar. Não ignorar implica agir e aqui o medo é um poderoso dissuasor porque o receio egocêntrico de perder o seu bem-estar sobrepõe-se à luta pela justiça do bem-estar de todos. O problema é que sendo o Homem um ser social tem de viver em comunidade; se parte dessa comunidade vive sob o sofrimento da injustiça social afectará inevitavelmente a outra parte, e toda a comunidade será atingida. Milhões de seres humanos persistem em viver nesta ignorância, pensando ilusoriamente por influência de doutrinas filosóficas egocêntricas, que cada um por si será suficiente para se viver harmoniosamente. Quando observamos o que se passa por esse mundo fora, confrontamo-nos com essa ilusão...
Estou convicto que só as atrocidades da guerra e/ou a violência social é que despertam do marasmo os humanos com poder para promover alterações; ironicamente, é o sofrimento induzido por comportamentos anti-sociais que promovem a mudança...

domingo, 5 de Julho de 2009

Quo vadis

Há pouco tempo assisti a um colóquio sobre eutanásia, em que os oradores eram um juiz conselheiro do supremo tribunal de justiça e o dr. Pinto da Costa (especialista em medicina forense). O assunto versava a morte desejada pelo indivíduo que se considerava numa situação de insustentável qualidade de vida. Conhecendo o provérbio “há duas certezas na vida: pagar impostos e morrer”, o assunto revelava-se crucial e fundamental para o ser humano.
A grande diferença entre o ser humano e as outras espécies é que tem uma autoconsciencia da sua mortalidade, o que indicia uma certa crueldade para a nossa espécie. A (aparente) ausência de consciência da mortalidade por parte das outras espécies, coloca-as num plano metafísica mais confortável que a espécie humana. Esta finitude da vida levanta a eterna questão do sentido da vida: qual o objectivo de viver se sabemos que vai inevitavelmente existir um fim, independentemente do que se faça ou não? Qual o motivo da nossa existência na Terra se vamos desaparecer a prazo?
Provavelmente, 98% dos humanos criou mecanismos psicológicos para lidar com esta questão que atormenta a humanidade desde os seus primórdios racionais; esses mecanismos conduzem à alienação e ignorância voluntária da existência desse enigma angustiante. Normalmente, materializam objectivos que absorvem o seu ego filosófico e o adormecem, tais como obter sucesso profissional, o emprego, a aquisição sucessiva de bens materiais (automóvel, casa, vestuário, gadgets electrónicos, etc.), numa escalada progressivamente mais onerosa. O mesmo efeito produz o álcool e as drogas no alcoólico e no toxicodependente, respectivamente: alienam do sofrimento psicológico que cada um padece, anestesiando-o.
Assim, para os restantes 2%, o quotidiano tem uma perspectiva atroz: muito do que se faz parece inútil perante a evidência do fim. Um faraó com este dilema metafísico questionava o seu conselheiro se por acaso a morte trataria de modo diferente o faraó do seu escravo…
Já foram emitidas várias reportagens de pessoas em condições físicas muito debilitantes, como por exemplo tetraplégicas, que mostravam uma resiliência em viver naquelas condições. Existe uma certa falácia nesta abordagem: essas pessoas livraram-se involuntariamente do estúpido quotidiano que viviam, de ter um emprego, um salário, pagar as despesas, resolver os problemas diários. Nessas condições, e vivendo num pais civilizado, têm assegurado por parte da sociedade na pessoa do Estado, o sustento que necessitam para se manterem vivas, concentrando desse modo todas as energias em se manterem vivos. O individuo normal, sem emprego e sem recursos, não possui esse apoio, vivendo num sofrimento tão intenso como aquele em que essas pessoas vivem. Em ambos os casos não são condições normais de vida, e por isso, será que a eutanásia não seria válida para uns e outros que o desejassem? Uma tetraplégica afirmava peremptoriamente que se ficasse no estado vegetativo que não queria manter as funções vitais; será que um sem abrigo permanente, vivendo na rua e dos seus restos durante anos, não é uma forma vegetativa de viver?
Biologicamente, a vida e a morte têm sentido: o objectivo de cada individuo é manter-se vivo o tempo suficiente para que contribua para a perpetuação da espécie. A morte tem uma justificação para existir, permitindo criar um espaço ecológico para outro indivíduo; não criando esse espaço, a espécie poderia se extinguir por falta de recursos naturais que sustentassem todos. Portanto, o sexo é o objectivo final de cada indivíduo da sua espécie. Nesta perspectiva, a mortalidade tem uma justificação racional aceitável; contudo, a individualidade torna-se banal e inexistente, porque o que interessa é a manutenção da espécie como entidade colectiva e não a manutenção do indivíduo.
Para alguns, os indivíduos que questionam o sentido da vida, padecem de depressão ou são sintomas disso; porque será uma patologia questionar o evidente e disso se sentir angustiado por não conseguir encontrar resposta racional? A religião foi a resposta racional encontrada pela Humanidade. Analisando as várias religiões, de forma implícita ou explícita, todas elas se referem a uma imortalidade não terrena, revelando subrepticiamente que a morte física continua como uma questão insondável e destruidora do sentido da vida. A própria religião responde que esta vida física terrena tem sentido porque é uma passagem para a outra imortal; de outro modo, o seu sentido é difícil de o conhecer. Por isso, alguns humanos considerados excepcionais, dedicaram a sua vida na busca das respostas a estas questões milenares, tendo proposto métodos que conduziriam ao encontro das soluções. Tudo indica que eles as encontraram mas cada um de nós só terá a certeza quando a morte acontecer; até lá trilhamos os vários caminhos que existem que nos permite lidar com a eterna questão que nenhuma ciência respondeu. E se no patamar da ciência ainda acrescentarmos à equação insolúvel que muito ainda é cientificamente desconhecido no momento da morte, então encontrar a solução da equação torna-se colossal…!
“A morte é certa; a sua hora é incerta” era uma inscrição latina num mostrador de um relógio; esta única certeza deveria ter conseguido abrir as portas da percepção da Humanidade para que permitisse a entrada na mente de cada ser humano, dos sentimentos abnegados que cada um pode exprimir, e deste modo a relação interpessoal nesta vida terrena fosse propiciadora de um ambiente sereno que proporcionasse uma forma saudável de suportar as inquietudes da mortalidade…



quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Construção das sociedades séc.XXI

Prisões são "armazéns" de pobres
02.07.2009, Ana Cristina Pereira - Público

Professor da Universidade da Califórnia abriu V Conferência Latina de Redução de Riscos
Bernard Madoff, o administrador de uma sociedade de investimento condenado a 150 anos de prisão por um tribunal de Nova Iorque, "é uma excepção". As cadeias americanas estão cheias de pobres, clarificou ontem, no Porto, o sociólogo francês Loïc Wacquant, na abertura da V Conferência Latina de Redução de Riscos.
"Estamos na era pós-industrial", começou por explicar o professor da Universidade da Califórnia. Para trás vai ficando o "Estado de bem-estar social, com uma certa protecção que depende de um trabalho estável, assalariado". Nas sociedades avançadas, como os EUA ou a França, nos últimos 30 anos, disparou o número de reclusos. Isso "faz parte de uma reestruturação mais alargada relacionada com o desaparecimento (até Setembro último) do Estado económico; a transformação do Estado-providência em Estado disciplinador, que vigia os pobres; o crescimento das polícias, dos tribunais, das prisões". Para Loïc Wacquant, as prisões convertem-se em "armazéns de pessoas que não conseguem emprego", como toxicodependentes, doentes mentais. Têm "também por função disciplinar a classe trabalhadora reticente face aos novos empregos precários". Por todo o lado, o sociólogo vê transformar a luta contra o crime num espectáculo moral para reafirmar a autoridade do Estado. Políticas como a tolerância zero não levam a menos crise, avisou. Não geram emprego, educação, apoio social: "Políticas como a tolerância zero conduzem ao estado penal". O orador descreveu uma figura disforme: um estado com "uma cabeça liberal e um corpo autoritário". "As políticas neoliberais constroem estados liberais, laissez faire, laissez passer, no topo; e punitivos na base, vigilantes, autoritários, quando se trata de lidar com as consequências do laissez faire, laissez passer", defendeu. Seis em cada dez presos dos EUA são negros e hispânicos, apesar de estes dois grupos juntos representarem apenas 20 por cento da população, exemplificou. Metade não tinha terminado o ensino secundário ao ser detido, apesar de apenas 12 por cento do total dos residentes nos EUA não terem completado esse grau de ensino.

Retrato social do país

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1288348

Este relato demonstra que:

-há uma gradual degradação social do país
- a formação académica superior já não tem relevância na obtenção de emprego
- a geração mais jovem vai ter um estilo de vida grotesco e inexplicável
- existe uma geração de empresários sem consciência social e predadores económicos, em que exploram até não sobrar mais nada
- há falta de perspectivas laborais no país para as gerações vindouras
- vai existir uma enorme geração de idosos em condições precárias
-o individualismo competitivo será o mote quotidiano dos individuos
- a lenta e inexorável concentração em grandes cidadades, onde se disponibilizam os serviços que estão a ser extintos no interior do país
- a inevitável sul-americanização ou balcanização do país, com as instituições públicas em colapso e corruptas, e a criminalidade a estabelecer as regras de funcionamento da sociedade
- ninguém (excepto as elites governantes) tem assegurada uma vida economicamente confortável, estando sempre com a espada de Damôcles da pobreza permanentemente sobre as suas cabeças

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Politica lucrativa



Têm os dois ar de sonso mas são o exemplo concreto de que a politica é tão lucrativa como os conselhos de administração das grandes empresas, contrariamente à ideia feita de que não compensa ser político. Criaram a famosa fundação rodoviária, de objectivos obscuros mas explicitamente financiada pelo orçamento de estado, e por causa disso foram demitidos. Contudo, ambos asseguraram lugares dourados e principescamente remunerados, fruto da sua colocação governativa. Um antigo funcionário bancário que virou administrador por obra e graça da licenciatura fax da universidade independente e outro ocupa um posto de administração no instituto do turismo acumulando com outro na TAP. Ora aqui estão caras do clientelismo, compadrio e tráfico de influências…


sábado, 27 de Junho de 2009

O REI VAI NU!

quarta-feira, 24 de Junho de 2009

O estigma do serviço público

Três unidades de saúde

Hospitais privados discriminam utentes da ADSE

DN

De acordo com a Entidade Reguladora da Saúde (ERS), foram discriminados utentes da ADSE em hospitais privados.

De acordo com o jornal Público, os hospitais davam prioridade a doentes não agregados a este subsistema para atender os beneficiários da ADSE meses mais tarde. Segundo as fontes citadas pelo jornal estarão em causa o Hospital da Luz (Lisboa), Hospital da Arrábida (Gaia) e a Clínica da CUF Belém (Lisboa).

A ERS terá agido depois de ter recebido queixas, emitindo instruções contra estas três unidades por não respeitarem a ordem de chegada dos doentes às mesmas.

Graças ao actual governo socialista, ser trabalhador do Estado é como ostentar a cruz de David no tempo dos nazis. Revelou-se um estigma, um alvo de escárnio e mal-dizer. Será que também vai haver uma 'solução final' para os funcionários públicos?

sexta-feira, 12 de Junho de 2009

A roda da Vida

Uma mulher italiana que perdeu o voo 447 da Air France, no dia 31 de Maio, morreu num acidente de viação, de acordo com uma noticia da Agência ANSA.

Johanna Ganthaler, a viver a reforma no sul de Itália, e o seu marido estavam de férias no Brasil. No regresso a casa perderam o avião por se terem atrasado. Agora, o casal alugou um carro em Munique, na Alemanha e decidiu conduzir até Itália. No caminho, na Áustria, colidiram com um camião. A mulher morreu no hospital. O homem encontra-se em estado crítico.

A roda da vida: nunca se sabe quando pára...

Uma decisão, uma hesitação, um atraso, um adiantamento, são acções que sobrelevam o mistério do sentido da vida, porque nunca se sabe se significam o fim...

quinta-feira, 11 de Junho de 2009

É abjecto!

Cristiano Ronaldo vai jogar no Real Madrid, anunciou o Manchester United. É a transferência mais cara da história do futebol: 93 milhões de euros. Público
Como é possivel no contexto actual um clube de futebol ter este dinheiro, sabendo que as receitas dos espectadores ou do merchadinsing não são suficientes?
É evidente que só a lavagem de dinheiro permite estas quantias. E nenhum Estado reage a este descaramento!...
É imoral, abjecto, ignóbil, as quantias de dinheiro que circulam no futebol tendo em consideração a desigual distribuição de riqueza geradora de pobreza que grassa pelo mundo fora.
Por estas e por outras, a espécie humana não merece existir neste planeta e se fosse noutros tempos, ia considerar a pandemia da gripe o justo castigo de Deus sobre a humanidade...

quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Dia de Portugal

Segundo os documentos da época, Hitler teve intenções de invadir Portugal. Um dos motivos que apresentava é que considerava o pais uma “aberração geográfica”. Na realidade, é um argumento pertinente porque é um território que está confinado pelo oceano, tem uma área geográfica reduzida, o que implica inexistência de recursos naturais que permitam a sustentabilidade da população. Neste contexto, é incompreensível como o país manteve a soberania do território durante estes séculos. Em parte explica-se por demérito de Espanha, que durante muito tempo era um país fragilizado devido à desunião territorial. Na fase em que Espanha esteve unida como um pais coeso (época dos Filipes), invadiu e dominou Portugal, integrando-o como uma província espanhola. E manteve-se durante 60 anos, momento em que Espanha enfraqueceu com a guerra com França. Por outro lado, o domínio territorial de África, Índia e Brasil proporcionou os recursos naturais à sustentabilidade do país. A partir de 1974, quando se perdeu tudo, foi po descalabro. Portanto, Hitler fez uma análise correcta: este pais não tem hipótese de se sustentar, devido á raiz cultural do povo, eminentemente corrupta.
Retirem as tetas europeias, e regressamos ao período de 1974-1986, um país no pântano sócio-economico idêntico a qualquer outro do 3º mundo…

Os salários escondidos dos politicos

Salários milionários
Antigos ministros ganham fortunas

Jorge Coelho, Fernando Gomes, Dias Loureiro ou Armando Vara são apenas alguns dos ex-políticos apontados por passarem a ganhar fortunas depois de saírem do Governo, noticia o 24Horas

Segundo o 24Horas, outro caso de sucesso na vida pós-política é o de Jorge Coelho, antigo ministro de Estado de Guterres, que decidiu enveredar pela carreira de gestor, em Maio do ano passado quando tomou posse como vice-presidente do conselho de administração da Mota-Engil. Enquanto esteve no Governo ganhava 160 mil euros por ano, agora ganha mais de 300 mil.
Armando Vara, na sua passagem pelo Governo de António Guterres, ganhava 100 mil euros por ano, mas foi quando abandonou o seu cargo político que viu a sua vida financeira prosperar. Armando Vara começou a sua carreira profissional como simples empregado de balcão, na Caixa Geral de Depósitos, mas, depois como administrador, o ex-ministro passou a ganhar cerca de 240 mil euros por ano.
De todos os políticos que abdicaram do serviço público em prol de cargos em grandes empresas, Fernando Gomes é daqueles que mais sucesso alcançou. Em dez anos, o antigo presidente da Câmara Municipal do Porto e actual administrador da GALP, passou de 45 mil euros anuais para uma remuneração de mais de 700 mil. SOL

Fica comprovado que o tema dos salários dos políticos é uma falácia porque todos eles sabem que, pelo simples facto de ocuparem cargos superiores no Estado, são sobrevalorizados pelo sector privado, que procura avidamente por estes indivíduos. Essa procura baseia-se no acesso a informações privilegiadas e confidenciais que esses políticos têm no exercício do cargo que posteriormente podem ser usadas em benefício do grupo económico para o qual foram contratados.

terça-feira, 9 de Junho de 2009

A estupidez humana

Apesar da actual crise económica, as despesas militares mundiais alcançaram um recorde de 1,4 biliões (milhões de milhões) de dólares em 2008
"As guerras no Afeganistão e no Iraque já custaram mais de 903 mil milhões de dólares aos EUA", revelou Sam Perlo-Freeman, responsável pelo projecto sobre Gastos Militares no SIPRI, citado pela Reuters. Público

Se o ser humano fosse verdadeiramente altruísta e não intrinsecamente maléfico, imagine-se a qualidade de vida que existiria neste planeta…

Ganhou a revolta

A indignação e a revolta expressas na percentagem de abstenção é que são as vencedoras.
Com politicos moralmente e economicamente corruptos, tipo o avô cantigas, a velhinha estrela e outros que tais, atingiu-se o ponto de saturação.
Mas mais uma vez, eles vão ser autistas porque no fundo alcançaram o que queriam: o tacho luxuoso na europa e o resto são tretas...

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

É vital que não se repita

Há 80 anos atrás, em 1929, aconteceu o que hoje se denomina a Grande Depressão. Tal como actualmente, o sistema financeiro bolsista colapsou, lançando uma onda de falências a nível mundial que provocou milhões de desempregados. Nos EUA, as ruas e estradas encheram-se com milhares de pessoas procurando emprego. Defendo a tese que a Depressão durou 10 anos, dando origem à II Guerra Mundial; os povos desesperados, com corpos que apareciam nas ruas vitimas da fome, elegeram ditadores em vários países. A Alemanha foi um deles, e um país considerado culturalmente e tecnologicamente evoluído, conduziu o mundo à barbárie. O desespero leva o ser humano aos actos mais ignóbeis, e os campos de concentração alemães são o exemplo até que ponto pode ir a frustração humana.

A contestação que tem ocorrido nos últimos tempos é a reacção de todos aqueles que não querem que se repita o que aconteceu à 80 anos, com uma consequente III guerra mundial, porque esta fará o inferno parecer o jardim do éden...




terça-feira, 2 de Junho de 2009

O novo ambiente escolar

domingo, 31 de Maio de 2009

Boicotar

A manif de sábado continua a ser relevante, independentemente de serem mais ou menos que as outras. É garantido que foram mais que as que nunca foram feitas antes de 2005.
Só um inculto político é que acredita no Pinócrates quando este afirma que os professores são instrumentalizados pelos partidos.
E agora?
A luta tem de passar para dentro da escola. Boicotar é a palavra de ordem. Verifico que os dirigentes políticos não têm pejo em desprezar o rigor e a competência para atingir os seus fins mas os subordinados chegam a ser mais zelosos. Verifico que muitos professores têm a preocupação de cumprir zelosamente mesmo que não concordem, o que é ridículo face aquilo que os seus superiores hierárquicos fazem.
Em vez de boicotarem a avaliação, vejo os avaliadores preocupados em preencher a grelha, dissecando o que se fez e não se fez. Não há hipótese! Quando são os atingidos a aplicar este zelo, qualquer lei pode ser publicada por muito estúpida que seja.
O ME não tem a mínima hipótese de controlar todas as escolas; o seu sistema baseia-se na denúncia, que infelizmente se revela várias vezes eficaz devido à mesquinhez de muitas pessoas.
De outro modo, que raio de vida vamos ter? Quem se vai sentir realizado a trabalhar num ambiente paranóico em que não sabe em quem confiar?
Queremos viver ou sobreviver?

O que todos já sabiam

Fiquei espantado ser o jornal Público a escrevê-lo de forma tão explicita (obviamente que também se aplica aos deputados nacionais...):

Como é que se distinguem os bons eurodeputados dos maus? Os maus, que os há, e não são poucos, são fáceis de definir e incluem os ausentes crónicos, os que se limitam a fazer figura de corpo presente e os que só entram nas salas das reuniões por breves minutos para assinar o livro de presenças de modo a obter o complemento salarial confortável resultante do reembolso das elevadas ajudas de custo e das despesas de viagem.São os deputados-"fantasma" que não têm qualquer peso no trabalho parlamentar. Mesmo quando participam numa ou noutra votação, não têm a menor ideia do que está em causa, limitando-se a seguir as indicações do coordenador de bancada para cada tema ou as listas de voto detalhadas fornecidas pelo secretariado do respectivo grupo parlamentar.