E é gente desta têmpera que governa o país e forma futuros profissionais nas universidades..
09/12/08
A faúlha que ateia o fogo
Representantes de 'caca'
E são estes representantes de 'caca' do povo português, que aprovam legislção laboral a penalizar a falta de assiduidade!...
Mas qual é o espanto? São da mesma cepa do restante povo: quem tem unhas é que toca guitarra.
Reforço do que aqui foi escrito
A escravatura foi abolida oficialmente em todo o mundo mas continua a ser um instrumento da vida contemporânea “largamente difundido e profundamente arreigado”, segundo um relatório divulgado pela UNESCO (a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) para no seu sítio da Internet.
O documento, com 139 páginas, compara e analisa a situação actual e explora diferentes possibilidades de luta contra a escravatura contemporânea.Intitulado “Unfinished Business” (“Uma questão pendente”), o relatório constitui a primeira comparação existente entre os sistemas de escravatura do passado e os casos actuais de servidão humana.Trata-se de uma obra do investigador britânico Joel Quirk, do Instituto Wilberforce para o Estudo da Escravatura e a Emancipação (WISE), elaborado a pedido do projecto UNESCO “A Rota do Escravo”.
Já não vimos isto em qualquer lado?
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia da PSP (ASPP) – DN
Já várias pessoas com familiares agentes da autoridade, me tinham informado que os policias eram avaliados através do número de multas que autuavam. Tal como os professores serem avaliados pelo número de positivas que dão aos alunos, a perversão é evidente. Talvez os episódios que têm ocorrido nas escolas com a PSP tenha a sua raiz neste facto.
07/12/08
A prova de que Portugal é subdesenvolvido
Referência: PTDC/SAU-FCF/67351/2006
Título do Projecto: PAPEL DAS CÉLULAS DENDRITICAS NA LEISHMANIOSE: estudos de sinalização intracelular na infecção pelo parasita Leismania infantum virulento ou atenuado.
Está aberto concurso para recrutamento de 2 bolseiros(as) de Investigação para colaborar no projecto acima referido, co-financiado pela Fundação para Ciência e a Tecnologia e pelo programa PTDC.
O valor mensal de cada bolsa será de € 745,00, pago por transferência bancária (preferencialmente).
06/12/08
Lá usam água
O pior da avaliação docente
Já escrevi aqui que o pior desta avaliação e deste ECD, era o apanágio do individualismo na sua forma mais perversa; pelos vistos, muitos sentem o mesmo...
03/12/08
A banalização aconteceu
Novas Oportunidades leva mulher com 6.º ano à Universidade
Uma mulher de Tábua que deixou de estudar na adolescência saltou seis anos de escolaridade em pouco mais de um ano, frequentando agora uma licenciatura em Coimbra. É um exemplo polémico do Novas Oportunidades
Luísa Gaio diz que a sua vida «deu uma volta de 180 graus» desde que há dois anos, ao visitar a feira anual de Arganil, soube que poderia obter a equivalência do 9º ano através do Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC).
Luísa Monteiro Gaio, de 33 anos, casada e mãe de dois filhos, dirigiu-se de imediato à Escola Secundária de Arganil para se inscrever no RVCC, uma das valências do actual Centro Novas Oportunidades.
Quando concluiu o curso, sem emprego, a formanda produzia algum artesanato, cuidava da habitação e dos filhos do casal, de nove e 12 anos, a que se juntam regularmente mais dois filhos do marido. Nem sequer pensava avançar para a certificação do 12º ano.
«Mas a técnica profissional que acompanhava a Luísa incentivou-a a prosseguir», recorda à agência Lusa Assumpta Coimbra, que era na altura a coordenadora do RVCC. A formanda distinguiu-se num grupo de 40 candidatos à certificação de competências.
«A Luísa acreditou que é possível valorizar os saberes da vida», sublinha Assumpta Coimbra.
Entusiasmada com os êxitos obtidos, candidatou-se ao curso de Turismo, Lazer e Património da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), fazendo os exames '+ 23'.
Entrou com média de 14 valores. Só que havia apenas duas vagas na licenciatura reservadas a ingressos através da antiga prova 'ad-hoc'.
O acesso à Universidade foi inicialmente recusado pela instituição. «Vou fazer o 12º ano!», decidiu.
No entanto, em Outubro de 2007, no dia em que iria inscrever-se de novo no RVCC, recebeu uma carta da FLUC a devolver-lhe a alegria: estava, afinal, assegurado o ingresso na faculdade.
Em pouco mais de um ano, Luísa Gaio saltou do 6º ano (antigo 2º ano do Ciclo Preparatório) para o ensino superior.
Fez, com 14 valores de média final, as 12 cadeiras do primeiro ano de Turismo, Lazer e Património, chegando a obter classificações de 19 valores.
Já no 2º ano, a universitária percorre diariamente 130 quilómetros de automóvel, entre Avelar, concelho de Tábua, e Coimbra. Levanta-se às 6h, para cuidar dos filhos que vão para a escola, e chega à Alta coimbrã antes das 8h, para garantir estacionamento próximo da Universidade.
Luísa Gaio não quer falhar uma aula. «Sem apoio do meu marido, não conseguia», refere.
Quase acabaram os passeios que fazia com a família aos fins-de-semana: «Tenho que estudar, fazer investigação e tratar da casa».
No final da licenciatura, pretende concretizar um projecto turístico em conjunto com uma irmã. Também a seduz a investigação académica nesta área. Lusa / SOL
Em 2006, foi o ano em que se expandiu o programa Novas Oportunidades (NO), com a abertura de centenas de centros de RVCC (reconhecimento e certificação de competências). Nesse ano, trabalhei durante uma semana com uma das pessoas que implementou a educação para adultos no país; no final dessa semana de trabalho, essa pessoa, com lugar numa direcção regional, fez uma prelecção sobre os seus receios acerca do NO, e da forma como o governo estava a implementá-lo. Recordo as suas palavras profetizantes ao afirmar "que o seu maior medo era a abertura descontrolada de centros NO, que iriam desvirtuar completamente o programa RVCC”. É fácil imaginar a sua enorme desilusão, principalmente perante casos idênticos ao transcrito...
Para os poucos defensores deste sistema, que seria válido sem a preocupação das metas quantitativas de certificar X pessoas por ano e que se aplica a um conjunto especifico de pessoas e não ao universo da população, apenas lanço o desafio dessas pessoas certificadas se sujeitarem a um exame nacional do 9º ou 12º ano, para verificar se possuem os conhecimentos equivalentes aos anos de escolaridade em causa. Estou convicto dos resultados que surgiriam...
30/11/08
29/11/08
Tudo na mesma...
Um banco cujos clientes têm um saldo médio de €250 000, precisa de ser ‘salvo’ pelo Zeca da classe média; é que as elites também precisam de comer, principalmente caviar ao pequeno-almoço e lagosta ao almoço…
É terrivelmente frustrante constatar que ao longo dos séculos o essencial não mudou: uma minoria de endinheirados que manipula e usa o trabalho da maioria de remediados para manter a sua vida opulenta…
E depois afirma-se incompreensão em relação a pessoas que pegam em armas e atacam os centros de luxo das cidades, matando indiscriminadamente. A continuada injustiça alimenta ondas de revolta e ódio que acabam por rebentar nas rochas da frustração…
22/11/08
Lista de injustiças educativas
- Aumento da idade da aposentação (que no ensino não superior com a tipologia de alunos que existe é desumano, já não falando no aspecto de cidadania);
- Congelamento ad eternum da carreira (com o estabelecimento de quotas para professor titular, 70% dos professores terminarão a sua carreira no 5º escalão, independentemente das classificações de avaliação que tiverem ao longo da carreira, mesmo que Excelentes. As consequências da continuação durante décadas no mesmo escalão no cálculo da pensão de reforma serão catastróficas…)
- Perda de tempo de serviço e congelamento salarial (com a alteração na estrutura da carreira e adicionando o tempo de congelamento, muitos docentes vão ficar no mesmo escalão, em média, 8 anos. Desde de 1998 que não existem aumentos reais do salário, com a correspondente perda de poder de compra)
- A citada divisão em duas categorias (o professor titular tem a mesma competência funcional que o professor suplente: tem turmas, muitas vezes do mesmo nível de ensino do avaliado, executa as mesmas tarefas lectivas e não lectivas (exceptuando avaliar outros professores), trabalham nos mesmos órgãos escolares. A analogia do general e soldados é uma falácia; só pode haver um general porque executa funções diferentes dos soldados…
Sendo o conteúdo funcional o mesmo, a legitimidade dificilmente será reconhecida pelo avaliado; esta legitimidade moral está posta em causa desde o início porque os actuais titulares nunca se sujeitaram a um modelo de avaliação idêntico para atingir o lugar que ocupam, tendo lá chegado por via administrativa. Além disso, o concurso de titulares apenas considerou os últimos 7 anos de carreira, castrando toda uma vida de trabalho…
Curiosamente, um avaliado que preencha alguns requisitos, pode candidatar-se ao cargo de Director ou ser nomeado Subdirector, mas não pode ser titular por imposição de quotas; ou seja, como o Director é avaliador do titular, então existe a hipótese de um avaliado poder ser avaliador do seu avaliador…)
- Regime de faltas (penalização dos casos de doença, maternidade, paternidade, etc., com a inclusão de um indicador de avaliação denominado A2)
- A assiduidade como o indicador principal da avaliação de desempenho (para se obter o Excelente é necessário 100% de cumprimento do serviço lectivo e para se obter o Bom é necessário 95%. Isto significa que um professor com 94,5% de assiduidade, mesmo que tenha Muito Bom ou Excelente nos trinta e tal indicadores de avaliação a que foi sujeito, terá automaticamente Regular só por causa da assiduidade…
- Resultados escolares dos alunos (a perigosa perversão resultante deste parâmetro é evidente: a autoridade do professor fica debilitada pelo aluno que tenha consciência que um seu mau resultado afecta pessoalmente o professor; a compreensível inflação das classificações com o estabelecimento de metas de percentagens de positivas; o trabalho individual do aluno bem como o contexto sócio-económico, influenciam os resultados; segundo um estudo da Universidade de Bristol, a qualidade do professor só afecta em 30% a qualidade do aluno; a qualidade da avaliação externa (vulgo, exames) não é resultante do desempenho individual do docente, bem como os respectivos critérios de correcção;)
- Abandono escolar (disfuncionalidade familiar e individual, mau contexto sócio-económico, não é resultante do desempenho individual do docente)
- Relação com a comunidade (nem sempre existe contextualização curricular para estabelecer relações com a comunidade não educativa)
- Objectivos individuais (como é possível existirem objectivos individuais num sistema que funciona maioritariamente com trabalho de equipa e com órgãos colectivos- conselho de turma, conselho pedagógico, área disciplinar, departamento curricular, etc.? Este modelo potencia a competição individualista criando uma entropia perigosa num sistema educativo construído para trabalhar num contexto colectivo…)
- Subjectividade elevada dos indicadores de avaliação (a distinção entre as diferentes classificações é muito ténue; a diferença entre um Bom e Muito Bom ou entre este e Excelente, baseiam-se em minudências que dependem exclusivamente da arbitrariedade e discricionariedade do avaliador, existindo o perigo de instintos persecutórios, desavenças pessoais ou humores emotivos, influenciarem a classificação)
- Instrumentos de registo da avaliação com 33 indicadores (16 a cargo do avaliador e 17 a cargo do Director. Considerando que cada indicador de avaliação tem de possuir 5 descritores, as grelhas de avaliação apresentam um total de 165 descritores que podem ser utilizados…)
- Aumento do horário semanal de trabalho (de forma encapotada, o horário semanal aumentou porque muitas das actividades não lectivas são realizadas em horário pós-laboral. As substituições de docentes são actividades realizadas em contexto de sala de aula, com um plano, e portanto, são lectivas; por decreto, convenientemente retira-se o estatuto de lectiva para não se pagarem horas extraordinárias. Quando um docente substitui outro por ausência prolongada, fica em cada semana com mais turmas e portanto, com mais horas lectivas semanais sem qualquer retribuição).
- Avaliador ser opositor ao mesmo concurso que o seu avaliado e às quotas das classificações (no caso do projecto de considerar a avaliação de desempenho para efeitos de concurso nacional de professores, o avaliador que quiser concorrer terá isenção na avaliação dos seus avaliados que também concorrem sabendo que as classificações dão bónus na graduação? Com quotas para Excelente e Muito Bom a que também concorre, também terá isenção?)
- Número de aulas avaliadas (como é que observando 2/3 aulas, numa média de 150 aulas por ano em cada disciplina, determinam a qualidade do professor? Como aceitar a avaliação de alguém que sabemos que não é melhor do que nós na mesma função?)
- Carreira única e níveis de ensino diferentes (não existe distinção entre os diferentes níveis de ensino, de acordo com as suas especificidades. Leccionar ao 1º Ciclo/2º Ciclo não é igual a leccionar ao 3º ciclo ou Secundário. Tal como leccionar Matemática não é igual a leccionar Biologia ou Português ou Inglês ou Educação Física ou etc.).
- Gestão escolar (actualmente, os gestores das escolas são nomeados, enquanto antes eram eleitos mediante a apresentação de um programa eleitoral. A nomeação é feita por um orgão chamado Conselho Geral, onde o corpo docente está em minoria, sendo, em várias escolas, a maioria composta por políticos autárquicos (câmara e juntas de freguesia). Acho que não é preciso explanar mais...
Existiu um evidente retrocesso democrático, tornando a escola alvo de potenciais conflitos políticos e ser uma arena onde se podem dirimir problemas alheios à comunidade escolar…)
E muito haveria para discutir. Acrescente-se as dezenas de escolas que não possuem condições materiais dignas, a falta de condições físicas de trabalho para os professores, a sobrelotação das turmas e das escolas em algumas regiões, a falta de recursos humanos não docentes, a diminuição do investimento, e o caldo já está entornado…
O problema da educação, é que é usada como arma política e eleitoral, em vez de ser gerida por critérios técnicos. Conjuntamente com o futebol, também é um sector onde existem muitos professores de bancada sem possuírem a especialização ou as habilitações académicas para opinar fundamentadamente, e que com as suas opiniões levianas só desestabilizam um sistema complexo.
A escola é uma instituição onde é fundamental a existência de relações interpessoais saudáveis, desinteresseiras e harmoniosas, onde a afectividade tem de ser positiva, sob pena de todo o processo educativo estar comprometido, mas que este ECD não promove.
Imoralidade abjecta
Curiosamente, o caso BPN tem como principal protagonista um ex-governante das Finanças, o que faz inferir sobre a utilização de informação privilegiada para beneficio próprio. Imagine-se o contributo do Macedo no BCP…
Boa jogada politica
Ela ainda anda por aí...
Em causa estão os dados mensais de desemprego divulgados pelo IEFP em Outubro. "Ao contrário do que é uso, a jornalista autora da peça recebeu orientação para fazer outra peça a destacar que os Açores tinham sido a região onde o desemprego mais tinha caído em Setembro", indica o comunicado do CR. Isto no último dia da campanha eleitoral nos Açores e quando o comentário divulgado pelo IEFP abria a referir "as regiões em que [o desemprego] tinha aumentado". "Por exemplo, não se fez qualquer peça à parte quanto aos locais onde o desemprego mais subiu", acrescenta também o comunicado, sublinhando que "a Lusa não ficou bem na fotografia".
Mais de 50 por cento do capital da agência Lusa pertence actualmente ao Estado, enquanto os grupos Controlinveste e Imprensa são outros dois accionistas importantes, cada um com mais de 20 por cento. A administração da empresa é nomeada pelo Governo. PÚBLICO
19/11/08
A revolta dos ovos
14/11/08
02/11/08
Motivos para a revolta
A crispação social latente, que se manifesta através de alguns fenómenos secundários visíveis (aumento da contestação na rua, participação em manifestações de muitos cidadãos que jamais participaram em actividades semelhantes, etc.), é resultado de 4 leitmotiv:
- a hipocrisia e demagogia execrável do actual governo
- o assassinato do estatuto social e profissional de algumas classes profissionais (professores, militares, magistratura, etc.)
- o modelo sócio-económico escravizante, gerador da desigualdade social que aumenta aritmeticamente
- a despudorada e descarada corrupção endémica nos quadros dirigentes da Administração Pública e nos altos quadros do sector privado
Por tudo isto, qualquer manifestação tem todos os motivos para não ser participada por um só grupo social mas por todos os cidadãos cumpridores do país. As vitimas são sempre os cidadãos comuns, que mostram sinais de saturação e da radicalização da luta social. Confesso, que também me incluo neste rol de indivíduos...
Karl Marx, volta que estás perdoado
Mas o que é incrível, é que a população não grita a sua revolta ao constatar que o Estado durante 3 anos destruiu o serviço público com o argumento da eficiência capitalista privada, desinvestiu com o argumento da falta de dinheiro, e agora miraculosamente, tem milhares de milhões de euros para DAR aos bancos, para que estes se mantenham a funcionar e a pagar aos accionistas que causaram esta crise com a sua ganância.
Neste momento, qualquer cidadão deve desobedecer civilmente à autoridade do Estado, sempre que este invoque falta de financiamento para os serviços públicos, carreiras profissionais e remunerações. Como disse o coronel Vasco Lourenço: “se estivéssemos na década de 60, estavam criadas as condições para um golpe militar. Não se deve coarctar a cidadania ao povo, e muito menos a quem tem uma arma na mão”.
O cidadão comum pode não ter uma arma, mas pode ter a motivação para a adquirir, tendo toda a legitimidade para o fazer.


