http://www.nytimes.com/2011/04/15/opinion/15fri2.html?_r=1&partner=rssnyt&emc=rss
15/04/11
New York Times critica FMI e UE
http://www.nytimes.com/2011/04/15/opinion/15fri2.html?_r=1&partner=rssnyt&emc=rss
13/04/11
A desmistificação do 25 de Abril de 1974
Nunca tive ilusões sobre a versão idilica que a história apresenta sobre o 25 de Abril. Há muito tempo que sabia que o motivo que despoletou o processo foi corporativo. Por isso, é interessante ler um dos principais protagonistas a assumir isso explicitamente:
"Os militares pertencem à classe burguesa, estão bem, estão bem instalados, têm o seu vencimento, vão para fora e ganham ajudas de custo, são voluntários e os que estão reformados ainda não viram a sua reforma diminuída". Mas a situação pode mudar, na perspectiva deste obreiro da "revolução dos cravos", para quem "a coisa começará a apertar, no dia em que os militares perderem os seus direitos".
"Se isso acontecer", sublinhou, "é possível que se criem as tais condições necessárias para que haja um novo 25 de Abril".
Otelo Saraiva de Carvalho lembrou que o movimento dos capitães iniciou-se precisamente por "razões corporativistas", nomeadamente quando "os militares de carreira viram-se de repente ultrapassados nas suas promoções por antigos milicianos que, através de um decreto-lei de um governo desesperado por não ter mais capitães para mandar para a guerra colonial, permite a entrada desses antigos milicianos".
"Esses capitães são rapidamente promovidos a majores e ultrapassam os capitães que estavam a dar no duro e tinham quatro anos de curso", adiantou. Otelo lembra que, "quando tocam nos interesses da oficialidade, ela começa a reagir. Há 37 anos, essa reação foi o movimento de capitães", que culminou no derrube de um regime com 48 anos.
Este "capitão de abril" chama a atenção para a mudança de circunstâncias que se registou nos últimos 37 anos, nomeadamente o facto das forças armadas ao nível das praças , soldados, cabos e sargentos, serem hoje voluntários. "Se a esta gente voluntária cortarem direitos adquiridos, então o caldo está entornado", avisou. DN
12/04/11
Uma lição de economia para leigos
Resumo:
Versão completa (com debate):
Site do professor: http://www.rdwolff.com/
Comentário do professor sobre a demissão do PM português:
http://www.rdwolff.com/content/wolff-responds-portugal-pm-resignation
(clicar no botão Free Speech News Radio Interview)
10/04/11
Posição eleitoral
Existem 2 alternativas:
1- votar segundo o modelo que tem vigorado, em que a abstenção é maioritária.
2- abstenção total (o que é utópico, porque no mínimo os militantes dos partidos votavam sempre)
Proponho uma 3ª alternativa para servir de protesto:
3- NÃO VOTAR NO PS OU PSD (os partidos que sempre estiveram no poder e que descaradamente assumem que um ou outro ganha sempre).
Ida massiva às urnas, em que os votos seriam distribuídos por todos os outros partidos que existem; seria a melhor bofetada que a população daria a esses politiqueiros.
Conhecer obrigatoriamente
http://www.sonyclassics.com/insidejob/site/
Página na internet sobre o documentário que ganhou o Óscar : A verdade da crise (Inside Job). Aconselho fortemente a consultar no menu lateral direito os separadores:
- The events (história económica que conduziu à actualidade)
- Those who declined interviews (personagens que recusaram esclarecer os factos. Por exemplo, o secretário de estado do tesouro Henry Paulson, que era CEO da Goldman Sachs, e que colaborou vergonhosamente nesta fraude, ao ser um acérrimo opositor à regulação das empresas financeiras e bancos. A promiscuidade entre o mundo empresarial e a politica.)
- The jargon (um glossário para ajudar os leigos a compreenderem os bizarros instrumentos financeiros inventados para se obter lucro rápido e fácil. Saliente-se a utilização dos conceitos da Física e da Matemática pura para criarem esses instrumentos financeiros, nomeadamente uma área de investigação denominada econofisica, onde existem teses de doutoramento publicadas em Portugal).
- Crime and punishement in Wall Street (cronologia histórica das fraudes cometidas pelos responsáveis da crise actual).
03/02/11
Concluindo...
A teoria do caos é uma teoria complexa da Matemática mas que se pode resumir para um leigo na seguinte frase: O bater de asas de uma borboleta na América do Norte provoca um furacão no oceano Indico.
Mostra como os acontecimentos mais banais estão interligados a acontecimentos fulcrais.
Esta teoria pode ser demonstrada com 2 factos recentes a seguir relatados:
1- Em 17 de Dezembro, o vendedor de vegetais tunisino Mohamed Bouazizi imolou-se com fogo, num acto de protesto, depois que a polícia confiscou seus produtos. Bouazizi morreu semanas depois.
- Após a morte, a população tunisina revolta-se contra ao governo e as elites dirigentes.
- O presidente é deposto e foge do país.
- Nas semanas seguintes, em vários países árabes (Líbia, Marrocos, Síria, Jordânia, Egipto, etc.) as populações revoltam-se contra os governos.
- No Egipto a situação atingiu proporções de pré-guerra civil.
2- Um casal norte-americano, de classe média, em 2006 dirige-se a um banco para contrair um empréstimo para a compra de uma habitação.
- o banco empresta a quantia, tendo noção que o valor da prestação ultrapassa a taxa de esforço do casal.
- as propriedades estão com valorização elevada, levando a uma avalanche de pedidos de empréstimo.
- os empréstimos são concedidos em larga escala, com enormes lucros para os bancos.
- em 2008, devido à sobrevalorização dos imóveis e à falta de liquidez das famílias, estas cessam o pagamento das prestações.
- os preços dos imóveis desvalorizam drasticamente.
- os bancos querem cobrar as dividas e não conseguem.
- ocorre o crash financeiro, com proporções cataclísmicas, ajudadas por agências financeiras que lucravam com aplicações que apostavam na hipoteca das habitações.
- bancos abrem falência.
- devido à interligação com bancos estrangeiros, a crise contagia-se mundialmente.
- muitos bancos ficam na iminência de falirem; para o impedir, os governos injectam enormes quantias de dinheiro.
- com o desvio do dinheiro dos orçamentos de estado, as dividas dos países aumentam e aumenta o défice.
- para combater o défice, os governos implementam medidas de austeridade, extinguindo com apoios sociais e terminando com empregos.
- algures em Portugal, uma família de classe média perde ao abono de família e outros apoios sociais, bem como lhe reduzem a massa salarial; a outra família, ocorre o desemprego.
Demonstração da teoria nos 2 casos:
1- A morte de um tunisino anónimo e pobre, leva à mudança de regimes políticos em vários países.
2- O endividamento de uma família americana leva ao desemprego, degradação da qualidade de vida e frustração de expectativas positivas de uma família de outra parte do mundo.
01/02/11
Mais uma perda na longa guerra da humanidade
Quem vive contra a corrente está sempre à beira da tentação de se deixar seguir comodamente pelo rio já feito. António Alçada Baptista
Após décadas a remar contra a corrente e rodeado por muitos que seguem o rio, cedi à tentação e fui comodamente…
30/01/11
Uma lição de cidadania
Talvez a diferença de comportamento resida na facto da cultura árabe ser colectivista enquanto a cultura judacio-cristã moderna ser essencialmente individualista e egocêntrica...
29/01/11
27/01/11
Os grandes FDP
Conclusões do Inquérito à Crise Financeira
Comissão diz que reguladores e bancos são culpados de uma crise financeira que era “evitável” 
27.01.2011 - 17:15 Por Ana Rita Faria
São mais de 500 páginas e muitos nomes a culpar. A Comissão de Inquérito da Crise Financeira divulgou hoje o relatório onde explica o que levou à crise e quem está por detrás dela.
(Reuters/Toby Melville)
A primeira premissa é que a crise financeira que assolou os EUA e depois o mundo em 2008 era “evitável”. Mas o Governo, os reguladores e a alta finança de Wall Street não entenderam os riscos e, em muitos casos, não fizeram o que deveriam ter feito.
“A maior tragédia é aceitarmos que ninguém podia ter previsto que isto ia acontecer e que, por isso, nada pudesse ser feito”, diz o relatório da Comissão de Inquérito da Crise Financeira. “Se aceitarmos esta desculpa, [a crise] vai repetir-se outra vez”, sublinha.
A comissão que, durante um ano e meio, passou a pente fino milhões de documentos, entrevistou mais de 700 pessoas e realizou 19 audiências públicas, aponta o dedo às “falhas generalizadas na regulação financeira”, à “falência dramática da gestão do risco” e ao “excessivo nível de empréstimos”.
(…) A cultura de desregulação financeira promovida pelo antigo presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Alan Greenspan, também merece fortes críticas por parte da comissão, mas é ao actual presidente, Ben Bernanke, que cabem algumas das revelações mais surpreendentes do relatório.
Numa entrevista aos membros da comissão, Bernanke admitiu que a crise financeira de 2008-2009 foi maior do que a Grande Depressão e que 12 das 13 maiores instituições financeiras norte-americanas estiveram em risco de falir em apenas uma ou duas semanas.
“Como especialista da Grande Depressão, acredito sinceramente que Setembro e Outubro de 2008 foram a pior crise financeira da história mundial, incluindo a Grande Depressão”, disse Bernanke à comissão, em Novembro de 2009.
(…) A cultura das instituições financeiras deixou de lado a gestão de risco, encorajando os funcionários a firmar acordos rentáveis no curto prazo, que lhes trariam também apetecíveis bónus. (…) A comissão chegou ainda à conclusão de que houve instituições com comportamentos particularmente condenáveis durante os meses em que a crise rebentou. Foi o caso do Goldman Sachs. O relatório revela que o banco terá fornecido milhares de milhões de dólares a instituições que concediam empréstimos imobiliários de alto risco (o chamado subprime). Depois, assegurou esses empréstimos e vendeu-os a investidores por todo o mundo, com o auxílio das agências de rating que davam elevadas notas positivas aos produtos vendidos pelo Goldman aos seus clientes. Ao mesmo tempo, o Goldman envolveu-se em esquemas financeiros que ampliaram a crise, ao permitirem a investidores não só investirem nos empréstimos, mas especularem se eles iriam aumentar ou baixar. Pior ainda: o banco também apostava contra investimentos que tinha criado e vendido a outros. Quando os preços das casas entraram em colapso, todos começaram a perder.
25/01/11
O valor da qualificação do individuo
24/01/11
Uma extrapolação
Deste modo, talvez seja um tiro no pé os recibos que andam a ser publicados na internet, porque o cidadão comum está a encará-los como a prova que os professores são muito bem pagos.
Se extrapolarmos esta amostra a toda a população, então compreende-se como o Sócrates ganhou as últimas eleições e como muito dificilmente irá surgir a tão temerosa e hipotética explosão social, ou qualquer tipo de instabilidade social. Com base nesta amostra, uma faixa grande da população está disposta a aceitar ainda mais sacrifícios passivamente e resignadamente, porque os culpados são os que trabalham no Estado; num contexto histórico, compreende-se como se consegue subjugar com uma ditadura milhões de pessoas durante 40 anos e que a estratégia politica do PS de criar um bode expiatório nos funcionários públicos foi um sucesso.
22/01/11
Instituição castrense
Aconselha-se o livro "Segredos e corrupção - O negócio das armas em Portugal" (editora Casa das Letras), cujo autor é o jornalista António José Vilela.
A leitura deste livro demonstra que nada no país é credível, e que encontrar alguém honesto neste oceano de corrupção é como encontrar uma agulha no palheiro...
Vamos retroceder para isto?
(...) a alimentação era sempre a mesma - sopa, sopa e mais sopa. Eventualmente algum peixe ou galinha em dias de festa. Veja-se a história dos meninos gordos: eram duas crianças que, por volta de 1840, andaram por toda a Europa a serem exibidas como objectos de circo porque sofriam de obesidade mórbida. A obesidade não existia, a maior parte das pessoas eram esfomeadas.
Revista Sábado, Irene Vaquinhas (professora na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Qual a conclusão?
barril Brent (dólares)- 147
Gasolina 95 (euros)- 1,53
2010:
barril Brent (dólares)- 97
Gasolina 95 (euros)- 1,52
20/01/11
Voto de protesto

- é um candidato independente
- não é marioneta da máquina partidária
- é uma forma de protesto contra a partidocracia
- é um voto contra os corruptos que nos governam
- foi um candidato genuíno e honesto, sem a maquilhagem e a falsidade do marketing politico
18/01/11
O que os netos destruiram
- em 1910 foi decretado o direito à greve;
• em 1913 foi publicada uma lei sobre acidentes de trabalho, responsabilizando os patrões;
• em 1919 foi estabelecido em todo o país o horário de 8 horas diárias.
14/01/11
Ainda existem dúvidas que a economia é virtual?
Supermáquinas controlam mercados
por PAULA BRITO - DN
Chama-se High Frequency Trading e é um programa que permite aos investidores da Bolsa ganharem milhões em nanossegundos.
Um flash de 0,0025 segundos é quanto precisa um supercomputador para ganhar milhões na Bolsa. Longe parecem ir os tempos dos talentosos corretores, como Bud Fox (Charlie Sheen, em Wall Street, 1987), em que lhes bastava ditar com rapidez a compra de acções para ganharem milhões.
Passados 23 anos, a realidade bolsista, tal como a economia, mudou muito, como demonstra o lendário broker Gordon Gekko, encarnado por Michael Douglas em O Dinheiro nunca Dorme, um remake do clássico de Oliver Stone. Ou como revelou a personagem da vida real Sergey Aleynikov (ver perfil). Este inventor de um programa super-rápido de computador que permitiu ao banco de investimento Goldman Sachs ganhar milhões trouxe a lume uma realidade que poucos conheciam - o High Frequency Trading (HFT), sistema que consiste na utilização de algoritmos para detectar e explorar movimentos do mercado através do recurso a computadores com elevada capacidade de processamento e com uma enorme velocidade de comunicação.

