Os chavões normalmente utilizados são a “globalização”, “baixa produtividade”, “salários elevados”, “ pouca flexibilidade laboral (vulgo, despedimento livre sem encargos)”, etc., nunca mencionando a causa primordial dos problemas económicos a nível mundial: a CORRUPÇÃO. Em Portugal é endémica, desde há muitos séculos, mas o poder politico nunca a considerou como prioritária; exemplo disso, foi o ‘esquecimento’ por parte do PS da proposta de lei do deputado João Cravinho sobre os métodos de combate à corrupção, colocando-a na gaveta. O que faz reflectir sobre os interesses que deambulam pelo parlamento...
Portanto, todos estamos a pagar com uma diminuição da qualidade de vida, a incapacidade cultural de eliminar o depauperamento dos recursos por um conjunto de pessoas cuja ganância é o seu mote de vida...
Mentalidade parasitária não é digna de empresário - DN
Os escândalos fiscais de empresas portuguesas sucedem- -se. Agora são 80 empresas, a maioria no sector tido por particularmente competitivo e avançado em termos tecnológicos, da indústria de moldes em Leiria e Aveiro. Os acusados são 215 gerentes, cujas empresas pagavam em excesso fornecimentos de aço, desde que a diferença escorresse, em seguida, para as suas contas bancárias privadas. O ganho media-se em custos das empresas inflacionados, justificativos de IRC diminuídos, e em rendimentos pessoais aumentados, sem que sobre eles incidisse o desagradável IRS. A PJ de Leiria descobriu uma verdadeira quadrilha de malfeitores, cujo esquema de funcionamento beneficiava do encobrimento da casa-mãe alemã, fornecedora do aço, para não suscitar a desconfiança do fisco.Enfraquecer as empresas para enriquecer mais depressa não é próprio de empresários. Estes distinguem-se pela sua função de investidores, de pessoas que se empenham em criar riqueza a partir de uma oportunidade de negócio. O lucro, enquanto remuneração do capital investido, é uma consequência do êxito da unidade produtiva, que o alcançou, e nunca a punção de activos, que a fragilizem. A mentalidade parasitária, à margem das leis vigentes, está na génese de muita economia paralela que ainda existe entre nós. Essa mentalidade e os esquemas tortuosos que engendra enfraquecem a economia, em geral, e traduzem-se sempre em direitos laborais tripudiados. Como Hércules e o estábulo de Áugias, o fisco, a PJ, a ACT e a ASAE, por mais berraria, que os tente paralisar, têm ainda muita porcaria para limpar do tecido produtivo deste país.A revelação foi feita pelo diário britânico Financial Times, mas o grito de desespero, esse, veio de Roma e pela mão de Josette Sheeran. A directora executiva do Programa Alimentar Mundial (PAM), a agência das Nações Unidas, fez um ultimato aos países doadores: são necessários 324 milhões de euros "até ao dia 1 de Maio", caso contrário, será cortada a ajuda alimentar a 73 milhões de pobres no mundo. Na origem deste inédito ultimato está o aumento do preço dos produtos básicos, das matérias-primas, dos combustíveis, o que, consequentemente, faz reduzir o orçamento do PAM, logo, a sua capacidade de ajuda que, anualmente, chega a 90 milhões de pessoas - 60 milhões dos quais são crianças - em 78 países. O ultimato-pedido não deve deixar ninguém indiferente e, decerto, não deixará os responsáveis dos países doadores. Mas o problema não é de fácil solução e ameaça repetir-se a curto prazo. Porque a escolha começa a ser entre alimentar os que nasceram "no outro lado da vida", que vivem em zonas "queimadas pelo sol e pela guerra", e utilizar os cereais (que lhe fazem falta) no fabrico de biocombustíveis que protegem o ambiente. Por outras palavras: é a escolha entre a sobrevivência dos de hoje e a vida dos de amanhã. Mas sem resolver o presente o futuro estará sempre hipotecado.
Burla superior a um milhão no 'aço' constitui 215 arguidos
CÁTIA ALMEIDA e JÚLIO ALMEIDA – DN
Burla superior a um milhão no 'aço' constitui 215 arguidos
Polícia Judiciária e Finanças investigaram caso durante três anos
Um esquema fraudulento na comercialização de aço foi descoberto pela Polícia Judiciária (PJ) e pelos serviços das Finanças de Aveiro e Leiria, tendo o Estado já recuperado um milhão de euros em impostos. O número de arguidos - 215 - demonstra bem a dimensão da "rede". No total, o processo tem 110 volumes. A investigação, que durou mais de três anos, obrigou a complexas perícias técnicas, tendo sido remetido ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público, em Coimbra. A suposta fraude funcionava com um "modus operandi singular", como disse Teófilo Santiago, director do Departamento de Investigação Criminal de Aveiro da PJ. Uma empresa portuguesa localizada no distrito de Leiria, que tem a casa-mãe na Alemanha, mas cujo nome não foi revelado, conseguia vender aço a preço superior ao que era praticado no mercado através de um esquema que beneficiava os gestores e responsáveis das firmas clientes. Cerca de 80 compradores que aceitaram negociar com a filial portuguesa naqueles termos seriam "mais tarde ressarcidos" da verba cobrada a mais, mas para as suas contas pessoais, através da empresa com sede na Alemanha. Todas as empresas portuguesas compradoras daquele produto estão ligadas ao fabrico de moldes e com sede na zona da Marinha Grande e no distrito de Aveiro (Oliveira de Azeméis).Ao adquirir matéria-prima mais cara, verificou-se a descapitalização manifesta das empresas que acumulavam prejuízos e não pagavam os seus impostos. Assistiu-se, por outro lado, ao enriquecimento ilegítimo dos responsáveis ou gerentes beneficiários do esquema menos interessados na boa gestão das suas empresas do que no lucro pessoal. Já o fornecedor de aço conseguiu, desta forma, alargar o seu nicho de mercado. A empresa continua em actividade, tendo corrigido este procedimento supostamente artificioso e fraudulento.De acordo com a PJ, aquele artifício de facturação gerava lucros avultados à empresa portuguesa. Para anular tais resultados foi encontrada uma forma que passou por aumentar também os custos através da emissão de "notas de débito" por parte da empresa-mãe alemã."O esquema assim utilizado, para além de resultar numa distorção da concorrência, levava à descapitalização das empresas portuguesas e a um enriquecimento ilegítimo dos seus sócios, frustrando a liquidação dos impostos em sede de IRC e IRS.
26/03/08
25/02/08
Sobre a pressa governamental
Tudo aquilo que algum idiota te diz que é urgente, é algo que um imbecil não fez em tempo útil e querem que tu, o otário, se desenrasque para fazer em tempo recorde !!
As 3 formas mais rápidas de comunicar
The 3 fastest ways of communication in the world are:
3. Tele-fax
2. Tele-phone
1. Tell-a-woman
Need it faster??
Ask her not to tell anyone!!!!
3. Tele-fax
2. Tele-phone
1. Tell-a-woman
Need it faster??
Ask her not to tell anyone!!!!
08/02/08
Já é genético...
"A corrupção no Brasil é uma herança portuguesa"
ISABEL LUCAS - DN
Entrevista. Dez anos de investigação resultaram numa reportagem que conta os 13 anos que a corte de D. João VI passou no Rio de Janeiro como uma aventura. Para lá da caricatura, o jornalista Laurentino Gomes defende que o DNA do Brasil está em 1808, ano em que uma corte "corrupta" fugiu de Napoleão
O Brasil nasce, então, em 1808?
O DNA do Brasil está em 1808. Em 1500 foi descoberto, mas foi criado como país em 1808. Para o bem e para o mal. Esse período da corte portuguesa no Brasil foi de muita corrupção, muita promiscuidade nos negócios públicos e privados. D. João inaugurou o sistema de troca de favores .
Significa que a corrupção no Brasil é uma herança portuguesa?
(risos) Sim. De certa forma, é uma herança portuguesa. Esse tipo de promiscuidade já existia, mas foi exacerbado. O rei chegou precisando de dinheiro e os ricos da colónia passaram a financiar o rei em troca de benefícios e de títulos de nobreza. Durante os 13 anos em que a corte permaneceu no Brasil houve mais títulos de nobreza do quem em todos os 500 ou 600 anos anteriores da História de Portugal. Esse encontro entre uma corte pobre e uma colónia plebeia é fascinante. Houve uma troca de interesses e muita corrupção. O positivo é que surgiu um país grande de fronteiras preservadas, o grande herdeiro da cultura portuguesa no mundo. Para o bem e para o mal, o DNA de Brasil, está em 1808.
ISABEL LUCAS - DN
Entrevista. Dez anos de investigação resultaram numa reportagem que conta os 13 anos que a corte de D. João VI passou no Rio de Janeiro como uma aventura. Para lá da caricatura, o jornalista Laurentino Gomes defende que o DNA do Brasil está em 1808, ano em que uma corte "corrupta" fugiu de Napoleão
O Brasil nasce, então, em 1808?
O DNA do Brasil está em 1808. Em 1500 foi descoberto, mas foi criado como país em 1808. Para o bem e para o mal. Esse período da corte portuguesa no Brasil foi de muita corrupção, muita promiscuidade nos negócios públicos e privados. D. João inaugurou o sistema de troca de favores .
Significa que a corrupção no Brasil é uma herança portuguesa?
(risos) Sim. De certa forma, é uma herança portuguesa. Esse tipo de promiscuidade já existia, mas foi exacerbado. O rei chegou precisando de dinheiro e os ricos da colónia passaram a financiar o rei em troca de benefícios e de títulos de nobreza. Durante os 13 anos em que a corte permaneceu no Brasil houve mais títulos de nobreza do quem em todos os 500 ou 600 anos anteriores da História de Portugal. Esse encontro entre uma corte pobre e uma colónia plebeia é fascinante. Houve uma troca de interesses e muita corrupção. O positivo é que surgiu um país grande de fronteiras preservadas, o grande herdeiro da cultura portuguesa no mundo. Para o bem e para o mal, o DNA de Brasil, está em 1808.
Questões pertinentes
Manuel Alegre, jornal PÚBLICO
(…) O ministro de Bill Clinton, Bob Reich, disse recentemente que antigamente respeitava o capitalismo americano porque era eficaz, produzia riqueza, estava alicerçado em valores, mas agora é uma imoralidade, não cria justiça, destrói os serviços públicos. E até acrescentou: que liquida impiedosamente o cidadão que há em cada um de nós.
(… )O que é hoje o PS? Ainda há socialismo no PS? Ainda se fala de socialismo? Ainda se fala de soluções alternativas? Ou, como dizia o general [Garcia Leandro], as pessoas hoje estão nos partidos mais para resolverem os seus problemas pessoais do que por ideologia?
(…) Penso que o papel dos socialistas é criar soluções alternativas. É fazer as reformas no sentido de garantir a viabilidade e de reforçar os serviços públicos, não de os esvaziar, como é hoje a receita única.
(…) Temos o país que temos. No interior, já quase não existe nada e, quando se fecham serviços públicos em certas zonas onde já não há nada, fica menos que nada e as pessoas sentem-se desamparadas, abandonadas pelo Estado democrático e revoltam-se contra ele ou contra o Governo. As reformas têm de ser feitas de forma que as pessoas percebam e só se pode fechar quando há uma solução alternativa. Não foi para isto que se fez o 25 de Abril, a democracia e o Serviço Nacional de Saúde, para as pessoas andarem na rua à espera de uma Maria da Fonte qualquer ou de um salvador qualquer, seja ele quem for.
(…) A remodelação foi suficiente? O que acha da política de educação?
Estive numa reunião, em Gaia, onde estavam muitos professores e fiquei muito impressionado com a maneira como os professores se sentem humilhados, desapossados da sua dignidade. Não se faz uma reforma nas escolhas contra os professores e sem os professores ou humilhando os professores ou deixando os professores de fora da gestão ou fora das soluções, ou regressando ao papel de director, que ainda por cima pode ser alguém de fora da escola. Para já não falar do ensino superior. Fizeram coisas que põem em causa aquilo por que nos batemos nos anos 60, a autonomia, a gestão democrática.
(…) Essa visão unilateral do ensino só voltado para a Matemática, para o Inglês, para o mercado e para a empresa, é uma visão muito redutora do ensino.
(…) O ministro de Bill Clinton, Bob Reich, disse recentemente que antigamente respeitava o capitalismo americano porque era eficaz, produzia riqueza, estava alicerçado em valores, mas agora é uma imoralidade, não cria justiça, destrói os serviços públicos. E até acrescentou: que liquida impiedosamente o cidadão que há em cada um de nós.
(… )O que é hoje o PS? Ainda há socialismo no PS? Ainda se fala de socialismo? Ainda se fala de soluções alternativas? Ou, como dizia o general [Garcia Leandro], as pessoas hoje estão nos partidos mais para resolverem os seus problemas pessoais do que por ideologia?
(…) Penso que o papel dos socialistas é criar soluções alternativas. É fazer as reformas no sentido de garantir a viabilidade e de reforçar os serviços públicos, não de os esvaziar, como é hoje a receita única.
(…) Temos o país que temos. No interior, já quase não existe nada e, quando se fecham serviços públicos em certas zonas onde já não há nada, fica menos que nada e as pessoas sentem-se desamparadas, abandonadas pelo Estado democrático e revoltam-se contra ele ou contra o Governo. As reformas têm de ser feitas de forma que as pessoas percebam e só se pode fechar quando há uma solução alternativa. Não foi para isto que se fez o 25 de Abril, a democracia e o Serviço Nacional de Saúde, para as pessoas andarem na rua à espera de uma Maria da Fonte qualquer ou de um salvador qualquer, seja ele quem for.
(…) A remodelação foi suficiente? O que acha da política de educação?
Estive numa reunião, em Gaia, onde estavam muitos professores e fiquei muito impressionado com a maneira como os professores se sentem humilhados, desapossados da sua dignidade. Não se faz uma reforma nas escolhas contra os professores e sem os professores ou humilhando os professores ou deixando os professores de fora da gestão ou fora das soluções, ou regressando ao papel de director, que ainda por cima pode ser alguém de fora da escola. Para já não falar do ensino superior. Fizeram coisas que põem em causa aquilo por que nos batemos nos anos 60, a autonomia, a gestão democrática.
(…) Essa visão unilateral do ensino só voltado para a Matemática, para o Inglês, para o mercado e para a empresa, é uma visão muito redutora do ensino.
05/02/08
31/01/08
26/01/08
13/01/08
Não há 'estrelas' na Terra
Os idolos armados em exemplos da solidariedade, têm uma forma peculiar de a demonstrar:
Semanário EXPRESSO
O jornalista britânico Brendan O’Neill condena aquilo que chama «colonialismo de celebridades». Faz notar que quando «Brangelina» (contracção dos nomes de Brat Pitt e Angelina e designação pela qual o casal é conhecido) foi no ano passado à Namíbia para o nascimento do filho Shiloh, convenceu o Governo namibiano a fechar as fronteiras do país a jornalistas estrangeiros, criou uma força de segurança privada para controlar o acesso à cidade onde ficaram, fechou o espaço aéreo e mandou a polícia revistar as casas dos cidadãos para garantir que não estavam a abrigar jornalistas. Diz que as celebridades vão a regiões pobres do mundo «para se sentirem especiais». Continua: «Claro que os africanos continuam a ter grandes problemas de subdesenvolvimento e miséria - mas não serão ajudados pelo tipo de campanha ou de protecção oferecido por Bono, Bob ou Brangelina. Andam à procura de significado pessoal e objectivos nos desertos e terras de capim de África, não iniciando um debate útil sobre como fazer progredir África.»
Semanário EXPRESSO
O jornalista britânico Brendan O’Neill condena aquilo que chama «colonialismo de celebridades». Faz notar que quando «Brangelina» (contracção dos nomes de Brat Pitt e Angelina e designação pela qual o casal é conhecido) foi no ano passado à Namíbia para o nascimento do filho Shiloh, convenceu o Governo namibiano a fechar as fronteiras do país a jornalistas estrangeiros, criou uma força de segurança privada para controlar o acesso à cidade onde ficaram, fechou o espaço aéreo e mandou a polícia revistar as casas dos cidadãos para garantir que não estavam a abrigar jornalistas. Diz que as celebridades vão a regiões pobres do mundo «para se sentirem especiais». Continua: «Claro que os africanos continuam a ter grandes problemas de subdesenvolvimento e miséria - mas não serão ajudados pelo tipo de campanha ou de protecção oferecido por Bono, Bob ou Brangelina. Andam à procura de significado pessoal e objectivos nos desertos e terras de capim de África, não iniciando um debate útil sobre como fazer progredir África.»
11/01/08
Uma no papo, outra no saco
Ou reformulando um provérbio conhecido, "ter os dois pássaros na mão e nenhum a voar"...
Estavam à espera que abdicasse do tacho dourado na CGD, com a reforma dourada já à mão de semear?
Já agora convém lembrar que este "dr." é à Independente, como o outro "engº"...
"O dr. Armando Vara fez [pedido de licença sem vencimento] o que é usual fazer nestas circunstâncias: pedir à empresa a manutenção do vínculo contratual com a CGD".
Estavam à espera que abdicasse do tacho dourado na CGD, com a reforma dourada já à mão de semear?
Já agora convém lembrar que este "dr." é à Independente, como o outro "engº"...
"O dr. Armando Vara fez [pedido de licença sem vencimento] o que é usual fazer nestas circunstâncias: pedir à empresa a manutenção do vínculo contratual com a CGD".
06/01/08
Bem-vinda, Idade Média!
Uma protecção social digna da Idade Média...
Parecec que a contagem vai continuar; mas veja-se o lado positivo: a sustentabilidade da Segurança (?) Social. Finalmente vale a pena morrer, e quantos mais melhor...!
Gouveia: Professora não resistiu a cancro de pulmão
Morreu a trabalhar
Dor e revolta marcaram ontem o funeral de Maria Cândida Pereira – a docente de Gouveia que sofria de cancro de pulmão e morreu sem que lhe fosse reduzida a componente lectiva.
Com 47 anos, divorciada e mãe de duas meninas, com 12 e 14 anos, a professora de Educação Visual e Tecnológica solicitou a redução da carga horária, mas nunca chegou a pedir a reforma por incapacidade porque a redução no salário não lhe permitiria sobreviver e sustentar a família. “Ela não tinha alternativa, com 60% do ordenado não conseguia viver, por isso, teve de se arrastar até à morte”, disse ao CM Paula Feliciano, também professora na Escola Básica 2/3 Ana de Castro Osório, em Mangualde, onde a vítima era docente há três anos.
Parecec que a contagem vai continuar; mas veja-se o lado positivo: a sustentabilidade da Segurança (?) Social. Finalmente vale a pena morrer, e quantos mais melhor...!
Gouveia: Professora não resistiu a cancro de pulmão
Morreu a trabalhar
Dor e revolta marcaram ontem o funeral de Maria Cândida Pereira – a docente de Gouveia que sofria de cancro de pulmão e morreu sem que lhe fosse reduzida a componente lectiva.
Com 47 anos, divorciada e mãe de duas meninas, com 12 e 14 anos, a professora de Educação Visual e Tecnológica solicitou a redução da carga horária, mas nunca chegou a pedir a reforma por incapacidade porque a redução no salário não lhe permitiria sobreviver e sustentar a família. “Ela não tinha alternativa, com 60% do ordenado não conseguia viver, por isso, teve de se arrastar até à morte”, disse ao CM Paula Feliciano, também professora na Escola Básica 2/3 Ana de Castro Osório, em Mangualde, onde a vítima era docente há três anos.
Porta 65
Comparando com os novos apoios ao arrendamento jovem, digamos que para estes a porta é 650...
Ascenso Simões com subsídio
O ministro das Finanças autorizou a concessão de um subsídio de Alojamento a Ascenso Simões, secretário de Estado da Protecção Civil, no montante de 75% do valor das ajudas de custo estabelecidas para os vencimentos superiores ao índice 405 da Função Pública, ou seja, são mais 1300 euros por mês.
O próprio Teixeira dos Santos recebe este subsídio por não possuir residência em Lisboa.
Ascenso Simões com subsídio
O ministro das Finanças autorizou a concessão de um subsídio de Alojamento a Ascenso Simões, secretário de Estado da Protecção Civil, no montante de 75% do valor das ajudas de custo estabelecidas para os vencimentos superiores ao índice 405 da Função Pública, ou seja, são mais 1300 euros por mês.
O próprio Teixeira dos Santos recebe este subsídio por não possuir residência em Lisboa.
02/01/08
A normalidade do neoliberalismo
Para aqueles que pensam que as desigualdades sociais ficam sossegadas em casa ou escondidas debaixo do tapete: continuem e vão ver o que acontece...
Fim de ano à francesa
PATRÍCIA VIEGAS - DN
Automóveis queimados e detenções voltaram a fazer parte da festa
Mais de 370 automóveis foram incendiados durante a noite de passagem de ano em França, segundo números fornecidos pela polícia, que ontem foram citados pela AFP. Mesmo assim as autoridades consideram que o número de viaturas queimadas regrediu em relação ao ano passado, desceu de 397 para 372, tendo o número de interpelações estabilizado nas 258/259. O incêndio de carros é prática corrente em França e teve o seu expoente máximo, em 2005, durante a chamada revolta dos subúrbios. Vários grupos de jovens, muitos deles filhos de imigrantes magrebinos, revoltaram-se contra a polícia e destruíram tudo o que apanharam. Na noite de segunda-feira meio milhão de pessoas escolheram a cidade de Paris para celebrar a passagem no do ano de 2007 para o de 2008: 400 mil optaram pelos famosos Campos Elísios e 45 mil preferiram estar perto da Torre Eiffel.
Fim de ano à francesa
PATRÍCIA VIEGAS - DN
Automóveis queimados e detenções voltaram a fazer parte da festa
Mais de 370 automóveis foram incendiados durante a noite de passagem de ano em França, segundo números fornecidos pela polícia, que ontem foram citados pela AFP. Mesmo assim as autoridades consideram que o número de viaturas queimadas regrediu em relação ao ano passado, desceu de 397 para 372, tendo o número de interpelações estabilizado nas 258/259. O incêndio de carros é prática corrente em França e teve o seu expoente máximo, em 2005, durante a chamada revolta dos subúrbios. Vários grupos de jovens, muitos deles filhos de imigrantes magrebinos, revoltaram-se contra a polícia e destruíram tudo o que apanharam. Na noite de segunda-feira meio milhão de pessoas escolheram a cidade de Paris para celebrar a passagem no do ano de 2007 para o de 2008: 400 mil optaram pelos famosos Campos Elísios e 45 mil preferiram estar perto da Torre Eiffel.
Quando a avaliação é politica
O problema da avaliação da Administração Pública é se basear em critérios politicos e não de gestão, e daí, compadrio, boy e cunha, serem os parâmetros mais usados...
Chefias partidárias
Ambos admitem que a administração perdeu muita qualidade em matérias de quadros técnicos. "A qualidade dos quadros actuais não tem comparação com a de há 20 anos atrás. Hoje em dia é desprestigiante dizer que se trabalha na função pública", diz aquele empresário. Esta degradação é particularmente evidente ao nível das chefias, sublinham.
Para isso, muito contribuíram as "sucessivas levas de boys que foram entrando na administração", diz Paneiro Pinto. O seu colega corrobora: "Há nomeações demasiados politizadas e isso reflectiu-se na qualidade dos dirigentes." E conta uma pequena história: "Há alguns anos decidi aceitar um cargo de chefia. A determinada altura, tive que afastar um funcionário e sofri pressões incríveis vindas directamente do gabinete do ministro." DN
Chefias partidárias
Ambos admitem que a administração perdeu muita qualidade em matérias de quadros técnicos. "A qualidade dos quadros actuais não tem comparação com a de há 20 anos atrás. Hoje em dia é desprestigiante dizer que se trabalha na função pública", diz aquele empresário. Esta degradação é particularmente evidente ao nível das chefias, sublinham.
Para isso, muito contribuíram as "sucessivas levas de boys que foram entrando na administração", diz Paneiro Pinto. O seu colega corrobora: "Há nomeações demasiados politizadas e isso reflectiu-se na qualidade dos dirigentes." E conta uma pequena história: "Há alguns anos decidi aceitar um cargo de chefia. A determinada altura, tive que afastar um funcionário e sofri pressões incríveis vindas directamente do gabinete do ministro." DN
01/01/08
Militante: um processo de sucesso social
Parece que as Novas Oportunidades também reconhecem os cartões do partido como diplomas certificadores de competências...
O homem do aparelho do PS que se tornou... banqueiro
27.12.2007, Ricardo Felner - PÚBLICO
Armando Vara não deixou de ser uma figura influente no PS e fora dele depois de sair do Governo em 2001. Regressou à Caixa Geral de Depósitos (CGD) como director e, com a subida de José Sócrates a primeiro-ministro, em 2005, foi nomeado para a administração do banco público. Aí, mesmo sem o protagonismo mediático do tempo em que ocupou várias pastas dos governos de Guterres, manteve a capacidade manobrar nos bastidores, atributo que lhe está colado desde o tempo em que ascendeu à presidência da distrital do PS de Bragança e se tornou numa peça chave do aparelho socialista. O ex-secretário de Estado, de 54 anos, apanhado em 2001 no escândalo da Fundação para a Prevenção e Segurança - instituição privada que fundou usando dinheiros públicos quando estava no Governo - acabaria por ser chamado para altos cargos, enquanto administrador nomeado para a CGD pelo actual Governo. Nessa altura, dentro e fora do PS, houve quem denunciasse a atribuição do "job" a um reconhecido "boy" da confiança de Sócrates. Mas isso nunca reduziu o seu espaço de manobra dentro da instituição. O militante socialista, para além de responsável pela área do crédito da CGD, tutela as participações financeiras do banco, nomeadamente na EDP, na PT e na PT Multimédia, no BCP e na Cimpor, e tem a seu cargo as direcções de particulares e de negócios das regiões de Lisboa e do Sul. A subida de Vara na CGD tem sido explicada pelo PSD e por vários comentadores e economistas como uma opção governativa, baseada em cumplicidades partidárias. Isto porque Vara não tem um percurso profissional de excelência na banca e que da sua passagem pelo Executivo pouco sobrou para além uma medida sonante - a campanha da contra a sinistralidade Tolerância Zero - e a polémica que o levaria à demissão. Os amigos contrapõem que Vara foi vítima de uma campanha para o destruir numa altura em que preparava o Euro 2004 e que, não tendo qualificações brilhantes, compensa as suas fragilidades com o seu empreendorismo. Natural de Lagarelhos, concelho de Vinhais, em Trás-os-Montes, Vara galgou degraus dentro do PS até, em 1987, encabeçar a lista do partido em Bragança. Tinha então apenas o liceu, atendia ao balcão da CGD de Mogadouro, mas Mário Soares já lhe reconhecia grandes qualidades como dirigente local.(...) Entretanto foram sendo revelados, pela imprensa, os processos menos claros, ou as cumplicidades perigosas, que havia protagonizado. Falou-se a propósito do seu curso de Relações Internacionais, tirado na mesma Universidade Independente onde Sócrates obteve o seu diploma. Isto porque o fim do curso ocorreu três dias antes da nomeação para a administração da CGD e, nesse período em que houve várias mudanças na direcção da UnI, chegou a ser nomeado para reitor Jorge Roberto, um subordinado do socialista na CGD.A tudo isto, ou Vara não respondeu, ou desmentiu cirurgicamente, à sua maneira, como no caso da Independente. "Pimenta no rabinho dos outros é refresco", disse numa entrevista, referindo-se à forma como o PSD criticou o processo da licenciatura de Sócrates. Isto para além das relações entre Vara, Sócrates e António Morais, o docente que deu quatro das cinco cadeiras com que o primeiro-ministro terminou o seu curso de engenharia civil.
O homem do aparelho do PS que se tornou... banqueiro
27.12.2007, Ricardo Felner - PÚBLICO
Armando Vara não deixou de ser uma figura influente no PS e fora dele depois de sair do Governo em 2001. Regressou à Caixa Geral de Depósitos (CGD) como director e, com a subida de José Sócrates a primeiro-ministro, em 2005, foi nomeado para a administração do banco público. Aí, mesmo sem o protagonismo mediático do tempo em que ocupou várias pastas dos governos de Guterres, manteve a capacidade manobrar nos bastidores, atributo que lhe está colado desde o tempo em que ascendeu à presidência da distrital do PS de Bragança e se tornou numa peça chave do aparelho socialista. O ex-secretário de Estado, de 54 anos, apanhado em 2001 no escândalo da Fundação para a Prevenção e Segurança - instituição privada que fundou usando dinheiros públicos quando estava no Governo - acabaria por ser chamado para altos cargos, enquanto administrador nomeado para a CGD pelo actual Governo. Nessa altura, dentro e fora do PS, houve quem denunciasse a atribuição do "job" a um reconhecido "boy" da confiança de Sócrates. Mas isso nunca reduziu o seu espaço de manobra dentro da instituição. O militante socialista, para além de responsável pela área do crédito da CGD, tutela as participações financeiras do banco, nomeadamente na EDP, na PT e na PT Multimédia, no BCP e na Cimpor, e tem a seu cargo as direcções de particulares e de negócios das regiões de Lisboa e do Sul. A subida de Vara na CGD tem sido explicada pelo PSD e por vários comentadores e economistas como uma opção governativa, baseada em cumplicidades partidárias. Isto porque Vara não tem um percurso profissional de excelência na banca e que da sua passagem pelo Executivo pouco sobrou para além uma medida sonante - a campanha da contra a sinistralidade Tolerância Zero - e a polémica que o levaria à demissão. Os amigos contrapõem que Vara foi vítima de uma campanha para o destruir numa altura em que preparava o Euro 2004 e que, não tendo qualificações brilhantes, compensa as suas fragilidades com o seu empreendorismo. Natural de Lagarelhos, concelho de Vinhais, em Trás-os-Montes, Vara galgou degraus dentro do PS até, em 1987, encabeçar a lista do partido em Bragança. Tinha então apenas o liceu, atendia ao balcão da CGD de Mogadouro, mas Mário Soares já lhe reconhecia grandes qualidades como dirigente local.(...) Entretanto foram sendo revelados, pela imprensa, os processos menos claros, ou as cumplicidades perigosas, que havia protagonizado. Falou-se a propósito do seu curso de Relações Internacionais, tirado na mesma Universidade Independente onde Sócrates obteve o seu diploma. Isto porque o fim do curso ocorreu três dias antes da nomeação para a administração da CGD e, nesse período em que houve várias mudanças na direcção da UnI, chegou a ser nomeado para reitor Jorge Roberto, um subordinado do socialista na CGD.A tudo isto, ou Vara não respondeu, ou desmentiu cirurgicamente, à sua maneira, como no caso da Independente. "Pimenta no rabinho dos outros é refresco", disse numa entrevista, referindo-se à forma como o PSD criticou o processo da licenciatura de Sócrates. Isto para além das relações entre Vara, Sócrates e António Morais, o docente que deu quatro das cinco cadeiras com que o primeiro-ministro terminou o seu curso de engenharia civil.
"Nuke Them All!"
A espécie humana é filha da puta! Os indivíduos desta espécie cumprem as mesmas leis da selva, apesar do discurso falso da solidariedade entre humanos. As relações são de interesse, sempre com o objectivo de proveito pessoal máximo; mesmo com pessoas com comportamento solidário e abnegado, se surge alguma situação de conflito de interesse com outro, inevitavelmente o instinto vai conduzir a pessoa a cilindrar o outro para obter o que interessa.
Todos os que na praça pública defendem decisões que são difíceis para outros, têm a sua vida pessoal garantida: políticos, governantes, comentadores, etc. Nestas circunstâncias é muito fácil defender a alteração das leis no sentido de dificultar a vida dos outros, quando sabemos que a nossa não é afectada.
Ouvem-se cabrões de comentadores nos jornais e televisões, a defender acerrimamente a redução de direitos sociais, depois de terem garantido principescamente os seus; políticos e governantes a exigir aos cidadãos aquilo que jamais se sujeitam a cumprir; enfim, meio mundo a foder o outro, a subjugá-lo e explorá-lo. E depois admiram-se com a violência que para aí pulula...!
Até os chefes de organizações armadas que promovem a justiça através da violência, estão a tratar da vidinha deles, utilizando ideologias para convencer outros que genuinamente estão desesperados e só vislumbram as balas e bombas como uma esperança de justiça...
Pelo menos, nas outras espécies, todos os indivíduos se sujeitam ás mesmas leis, e a sobrevivência do mais apto é que vinga; na espécie humana, uns ditam as leis para os outros as cumprirem, ficando á partida em vantagem. Não adiantou de nada os homens e mulheres (Jesus, Buda, Confúcio, Madre Teresa, Gandhi, etc., etc.) que surgiram neste mundo a tentar mostrar que era possível viver em igualdade de circunstâncias; a filha da puta da condição humana- onde existem 2 homens e um interesse vai haver um que vai tentar explorar o outro- é uma barreira intransponível.
Por isso, cada vez mais recordo a personagem do coronel Kurtz, homónima do Livro “Coração das Trevas” e do filme Apocalipse Now, que perante o maquiavelismo interesseiro dos outros homens, que praticavam as mesmas atrocidades que o obrigaram a praticar e que depois absurdamente o condenaram por isso, chegou à conclusão que a única saída era a exterminação da espécie humana, escrevendo no livro, “Nuke them all!”
Para o bem da biosfera deste planeta, vai ter de surgir um novo Dilúvio, para limpar a imundície que atulha a harmonia e tranquilidade da Natureza...
Todos os que na praça pública defendem decisões que são difíceis para outros, têm a sua vida pessoal garantida: políticos, governantes, comentadores, etc. Nestas circunstâncias é muito fácil defender a alteração das leis no sentido de dificultar a vida dos outros, quando sabemos que a nossa não é afectada.
Ouvem-se cabrões de comentadores nos jornais e televisões, a defender acerrimamente a redução de direitos sociais, depois de terem garantido principescamente os seus; políticos e governantes a exigir aos cidadãos aquilo que jamais se sujeitam a cumprir; enfim, meio mundo a foder o outro, a subjugá-lo e explorá-lo. E depois admiram-se com a violência que para aí pulula...!
Até os chefes de organizações armadas que promovem a justiça através da violência, estão a tratar da vidinha deles, utilizando ideologias para convencer outros que genuinamente estão desesperados e só vislumbram as balas e bombas como uma esperança de justiça...
Pelo menos, nas outras espécies, todos os indivíduos se sujeitam ás mesmas leis, e a sobrevivência do mais apto é que vinga; na espécie humana, uns ditam as leis para os outros as cumprirem, ficando á partida em vantagem. Não adiantou de nada os homens e mulheres (Jesus, Buda, Confúcio, Madre Teresa, Gandhi, etc., etc.) que surgiram neste mundo a tentar mostrar que era possível viver em igualdade de circunstâncias; a filha da puta da condição humana- onde existem 2 homens e um interesse vai haver um que vai tentar explorar o outro- é uma barreira intransponível.
Por isso, cada vez mais recordo a personagem do coronel Kurtz, homónima do Livro “Coração das Trevas” e do filme Apocalipse Now, que perante o maquiavelismo interesseiro dos outros homens, que praticavam as mesmas atrocidades que o obrigaram a praticar e que depois absurdamente o condenaram por isso, chegou à conclusão que a única saída era a exterminação da espécie humana, escrevendo no livro, “Nuke them all!”
Para o bem da biosfera deste planeta, vai ter de surgir um novo Dilúvio, para limpar a imundície que atulha a harmonia e tranquilidade da Natureza...
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