28/03/09
Retrocessos civilizacionais
O apagão mundial
26/03/09
Clamar por justiça
26.03.2009, Ana Rita Faria - PÚBLICO
O ataque à casa do ex-presidente do Royal Bank of Scotland foi a última gota de uma onda de protestos que tem varrido a Europa e os EUA. Especialistas dizem que não vai ficar por aqui
Uma pensão anual de 750 mil euros, três janelas de casa partidas, menos dois vidros no Mercedes S600. O dia amanheceu sombrio no bairro de Morningside, em Edimburgo. Antes do raiar do sol já a casa de Fred Goodwin, ex-presidente do Royal Bank of Scotland (RBS), estava rodeada de polícias. Um grupo, que se chamou a si mesmo Os Patrões dos Bancos São Criminosos, partira janelas da moradia de Goodwin, bem como o vidro traseiro e um lateral do seu automóvel."Estamos furiosos com as pessoas ricas que, como ele [Fred Goodwin], se enchem de dinheiro e vivem no luxo, enquanto as pessoas comuns ficam desempregadas, sem posses ou sem casa", explicava o grupo responsável pelos ataques, num e-mail enviado a um jornal escocês. A revolta continuava: "É um crime; os patrões dos bancos deviam estar na cadeia". E deixa o aviso: "Isto é só o começo". O dia de ontem provou que sim.
"Enquanto uns são despedidos, outros recebem prémios, o que provoca em qualquer cidadão um choque enorme", diz o sociólogo Sérgio Aires, que dirige o Observatório de Luta contra a Pobreza de Lisboa. O caso de Fred Goodwin é o último exemplo. O ex-presidente do RBS atiçou a ira pública depois de se recusar a devolver uma pensão de 700 mil libras, a que tinha direito por ter pedido reforma antecipada. Até aqui tudo bem, não fosse o facto de o banco estar à beira da falência e só ter escapado graças à ajuda do Governo.
19/03/09
Citação
Nascimento Rodrigues, provedor de Justiça, "Visão", 19-03-2009
14/03/09
A avaliação do desempenho
13/03/09
Contradições
Uma contradição abjecta e imoral: um homem cuja fortuna daria para pagar os salários de quem despediu até à aposentação e ainda sobraria imenso dinheiro, escolhe a opção de lançar no desespero quase duzentas famílias.
Existe algo de muito errado na actual organização sócio-económica…
09/03/09
Verdade evidente
António Ribeiro Ferreira, jornalista, "Correio da Manhã", 09-03-20
05/03/09
A mesquinhez assassina
03/03/09
A força da violência
28/02/09
A recompensa previsivel
Era de prever! O cão de guarda socrático mais feroz e interveniente nos jornais, só podia ter esta recompensa. Muito provavelmente toda a sua atitude ia nesse sentido, de receber o devido prémio pela defesa implacável do socratismo. Lá dizia o Vasco Santana: "Andamos todos ao mesmo!..."
E tudo continua na mesma...
Ignóbil
25/02/09
Reflexão metafisica
Mas a consciência da morte não tem impedido para que as atitudes e comportamentos desviantes e negativos, que induzem sofrimento no outro, tenham sido eliminadas da acção humana. Essa consciência poderia ser catalizadora de um admirável mundo novo, mas a história já desmentiu essa hipótese...
Reedição do passado
Livreiro vai processar PSP por "abuso de autoridade"
SUSANA PINHEIRO, Braga - DN
Escândalo. Alguns agentes da PSP de Braga apreenderam exemplares de um livro que reproduzia na capa um célebre quadro de Courbet, 'A Origem do Mundo'. A Direcção Nacional já emendou a mão e mandou devolver as obras. O livreiro mantém a queixa, para prevenir futuras situações do género
A PSP de Braga vai devolver, por ordem da Direcção Nacional, os livros apreendidos, no domingo, na feira do livro. A justificação é que a obra em causa - Pornocracia, de Catherine Breillat, editada pela Teorema - "reproduz uma obra de arte". Por isso, "não havendo fundamento para a respectiva apreensão, foi determinado o envio de uma comunicação ao Ministério Público para considerar sem efeito o respectivo auto".
O magistrado António Martins entende que as situações e os alertas ocorridos recentemente de interferência nas esferas da liberdade de expressão e da liberdade sindical suscitam a ideia referida por Orwell de uma sociedade "altamente vigiada e limitadora do sentido crítico das pessoas que se deve querer em democracia. PÙBLICO
Há uns anos também aconteceu o mesmo numa livraria em Viseu. O professor Adelino Maltez afirmou numa entrevista que um sistema totalitário não é derrubado por decreto, e os seus tiques e influências perduram algumas gerações. Parece que o Estado Novo ainda perdura...
22/02/09
CITAÇÃO
João Marcelino, "Diário de Notícias", 21-02-2009
A justiça que temos
Por Luís Rosa
O processo de Mesquita Machado foi arquivado por «falta de meios», segundo a própria Justiça. Contra o autarca de Braga foram reunidas fortes suspeitas, mas os magistrados admitiram não ter meios para levar a investigação até ao fim.
O procurador Lemos Matos – titular do inquérito, que se iniciou em 2000 e acabou por ser arquivado em Novembro último por «carência de provas» – diz mesmo que a ausência de «recursos humanos» deveu-se à prioridade atribuída pela PJ do Porto a «outras investigações, talvez mais mediáticas». Isso terá impedido «outro dinamismo e preocupação investigatória» que «contribuísse eficazmente e com transparência para o esclarecimento da verdade factual». «É com isto que se não compadece a realização da Justiça!» – lê-se no despacho final, a que o SOL teve acesso.
Desempregados de luxo
Paga, Zé Povinho!
O que está em causa é o facto de, alegadamente, o banco do Estado ter comprado a Manuel Fino um lote de 64 milhões de acções da Cimpor por 4,74 euros, quanto estavam cotadas a 3,79 euros. Ou seja, nesta venda fez uma mais valia de 60,8 milhões de euros em relação ao preço de mercado das acções. E esses 60,8 milhões de euros vieram dos cofres do Estado, tendo anteontem o Bloco de Esquerda afirmado, através de Francisco Louçã, que poderiam servir ao empresário para este pagar uma dívida à CGD (dinheiro usado para comprar acções do Banco Comercial Português). Segundo o Bloco de Esquerda, Manuel Fino tem ainda opção de recompra das acções, por três anos. A Caixa Geral de Depósitos é agora dona de 9,53 % dos activos financeiros da cimenteira Cimpor. "Com que critério numa época de tantas dificuldades se esbanja dinheiro desta forma?", perguntou Francisco Louçã. DN
20/02/09
Modelo económico português
Alexandra (nome fictício), licenciada em Direito, é outro exemplo concreto dos casos detectados pelo Inquérito ao Emprego no último trimestre do ano passado. Os honorários dos processos oficiosos poderiam ser suficientes se o M inistério da Justiça "pagasse atempadamente". Chegou a esperar oito meses. Pouco depois de ter contactado uma agência de trabalho temporário integrou o departamento de facturação de um dos maiores grupos de telecomunicações. Por um horário de trabalho a tempo inteiro, recebia o salário mínimo e prémios. Não deixou de pedir licenças para aceitar alguns processos. "Depois da expectativa que se cria ao fim de tantos anos de curso e do estágio, desistir custa um pouco. Lido com pessoas que estão exactamente na mesma situação." No início do ano resolveu dedicar-se exclusivamente à advocacia. Espera que a situação dure, pelo menos, até Maio. A opção tomada no ano passado assegurou as despesas básicas: "Ter um pouco de independência financeira, ir ao cinema e de vez em quando comprar roupa." Aos 31 anos, queria já ter saído de casa dos pais.
O retrato traçado pelo INE denuncia, contudo, que os salários baixos ainda são muito frequentes. (…) os dados relativos ao ano passado apontam para a existência de mais de 1,6 milhões de pessoas com um rendimento mensal inferior a 600 euros. O equivalente a 42% de todos os trabalhadores por conta de outrem. DN
Um caso demonstrativo dos baixos rendimentos que perduram à décadas em Portugal. Por isso, é incomprrensivel o argumento empresarial da falta de competividade da economia portuguesa quando um dos factores que pesam no orçamento de uma empresa- os salários- são dos mais baixos da Europa.
15/02/09
Uma ideia revolucionária
Aqui está uma ideia interessante e de exequibilidade viável: um principio da distribuição da riqueza de modo a eliminar o fosso persistente entre abastados e indigentes.