13/04/08

Vitória?!

No judo existe uma técnica denominada Kuzushi, que essencialmente é uma técnica de sacrifício aparente: o atacado sacrifica o seu equilíbrio, iludindo o atacante que está a ser dominado, para aproveitar a energia do oponente projectando-o.
Este entendimento/acordo sobre uma minudência foi um Kuzushi do ME à plataforma sindical, porque continua o mesmo modelo de avaliação com os mesmos parâmetros, mantendo os absurdos.
Além disso são mantidos os absurdos do ECD com todas as consequências socio-económicas gravosas.
Vitória? Foi...uma vitória de Pirro...

3 comentários:

Vítor Ramalho disse...

A técnica faz parte de todas as Artes Marciais. Neste particular temo que a luta dos professores esteja a caminho do chão.

C Oliveira disse...

A nossa luta só estará a caminho do chão se vocês alinharem com os que acham que está na hora de a abandonar. Eu, pela minha parte, não atiro com a toalha e logo à noite estarei no Porto, na Concentração que irá iniciar uma nova enchente de indignação até ao dia 17 de Maio. Depois, caros colegas, será o que todos quisermos (incluindo, sempre, os sindicatos!)

Joaquim Messias disse...

Caro Colega
Os professores devem estar atentos a todas as manobras que visem criar condições para a divisão da classe.
O entendimento com o ME não é nenhum acordo. Foi a determinação e apoio dos Professores que levaram o ME recuar nas suas intenções conseguindo-se:
1- Normalizar o processo de avaliação simplificado em todas as escolas;
2- Criar condições para que o próximo ano seja um ano de experiência na aplicação do Modelo de Avaliação de Desempenho dos Professores, com o acompanhamento dos Sindicatos através da Comissão Paritária e com o facto da avaliação não ter efeitos negativos (É verdade que o ME não assume o ano de experiência, mas na prática o que está no memorando é isso. Politicamente o ME não teve coragem para o escrever);
3- Ao longo do decorrer do próximo ano lectivo, com a falência do modelo de avaliação, devido a todos os problemas que irão resultar na sua aplicação, e com a determinação dos professores, serão criadas as condições para exigir a revisão do ECD e a preparação de um novo modelo de avaliação de desempenho justo e aceite pelos docentes;
4- Os professores que desempenham cargos de Coordenadores de Docentes e de Departamento vão passar a ter horas para desempenharem essas funções;
5- As horas que os professores vão utilizar, em horário pós-laboral, para realizar as acções de formação vão ser deduzidas na componente não lectiva de trabalho em estabelecimento;
6- Não aplicação de nenhum dos procedimentos previstos para a implementação do modelo de gestão aprovado pelo Governo, no decorrer deste e do próximo ano lectivo, criando-se condições para que se faça uma discussão nas escolas e para se iniciar um processo negocial com vista ao anular do modelo aprovado pelo Governo e definição de um modelo de gestão e administração das escolas, negociado com os professores e os seus legítimos representantes;
7- Reorganização da estrutura da carreira docente, com a introdução de mais um índice salarial no topo da carreira (que resulta naturalmente da nova legislação sobre a estrutura das carreiras na Administração Pública e não de nenhuma benesse do ME) sem aumento de duração da carreira, o que implica uma reorganização da mesma e assim minimizar os efeitos negativos na transição na antiga para a actual carreira.
Esta sim é a verdade. Outras conclusões, apesar de respeitáveis, só se podem entender se devidamente fundamentadas e sem outros objectivos que não sejam o de esclarecer os professores.
Já agora, convém lembrar quem está a ficar sem poder (pois nesta situação também existem lutas pelo poder): os Membros do Conselho de Escolas que constituem o órgão que ao longo destes últimos anos foi assumido pelo ME como seu interlocutor e os “pseudo” movimentos de professores independentes que surgiram ao longo de todo o país.
Para mais informações e esclarecimentos consultem os Sites dos Sindicatos e procurem o esclarecimento dos seus dirigentes.
A nossa união será determinante para fazermos da escola Pública um local de verdadeira realização profissional dos docentes Portugueses, indo ao encontro dos objectivos da escola, porque a escola somos todos nós…
Saudações a todos.
Joaquim Messias (Dirigente Sindical)